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Domingo, 16 de Novembro de 2008

Vestígios...

 

 

 

(Óleo sobre tela Elisabete Maria Sombreireiro Palma)

 

 

 

VESTÍGIOS…
Rogério Martins Simões
 
Por vezes faço as pazes comigo,
Sem-abrigo, viajante diurno,
Durmo ao leme, embarco e sigo,
Ponho a minha alma de turno…
 
Meus medos são cerejas fingidoras
Que se me enrolam nos dedos.
Meus dedos são janelas voadoras
Que esconjuram os medos.
 
Não quero esticar a corda…
Sigo em frente sem enredos.
Cem segredos a minha alma recorda:
Hoje sou um rio sem rochedos.
 
Cega viajo! Sem tempo acorda.
- Acorda! É dia e a noite remonta!
 
É estranho viajar de dia!
Prefiro as noites cegas
Sem guia…
Que não têm regras.
Hoje sou um farelo amadurecido!
Um tempo de milho
Bem-parecido…
Mas só a noite me encontra!
 
23-10-2006
ano do poema: 2006
publicado por poetaromasi às 19:38
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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