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Sábado, 22 de Novembro de 2008

Outono

 

 

 (MONET)

 

Outono

Rogério Martins Simões

 

Os nossos dedos esfriaram

E depressa nos cercou de cores

Com que se transvestiu na nudez

O Outono! Mais uma vez!

 

As folhas despedidas caíram

Tapando as raízes às flores

E transmutou com tanta beleza

Fazendo descansar a natureza

O Outono! Mais uma vez!

 

 Apanhei no chão uma clareira

E com vinho maduro das luas

Acendi nos teus seios a fogueira.

Chegando minhas mãos às tuas

No Outono! Mais esta vez!

 

E não nos quedámos na espera…

Misturámos os aromas no mosto,

Ao teu gosto

Ao meu gosto

No teu ventre Primavera

 

 E lá foi o Outono outra vez…

 

Lisboa, 17-04-2008 0:52:21

 

 

(Poema escrito para a Ciranda das Letras, Brasil,

e dedicado a todos os brasileiros que desde 2004 me visitam)

 

 

www.PRchecker.infowww.PRchecker.info Poemas de amor e dor conteúdo da página
ano do poema: 2008
Notas: 2008
publicado por poetaromasi às 00:00
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Comentários:
De marcilio santos a 5 de Maio de 2008 às 22:04
Os amigos brasileiros agradecem
De Dalva a 12 de Maio de 2008 às 10:28
Rogério meu querido

maio de 2008 ...outonos e invernos cada vez mais longos dentro de minha alma.......a doença avança e lentamente a agilidade afasta se de mim....
mas.......não desisto fácil..reajo..e acredito que a esperança de todos nós irmanadas com uma coragem quase que inexplicável.. é de fato o que me dá força para prosseguir.
um abraço enorme e obrigada por brindar nos com seus belos poemas.....
De poetaromasi a 25 de Novembro de 2008 às 21:33
Obrigado amiga Dalva
Rogério
De vieira calado a 22 de Novembro de 2008 às 16:39
Bonita homenagem!

Cumprimentos
De poetaromasi a 25 de Novembro de 2008 às 21:36
Vieira Calado, boa noite e obrigado pela visita. Fico feliz por dizer que gostou deste poema
Obrigado
Rogério
De soumaiseu a 23 de Novembro de 2008 às 09:53
Lindo! Simplesmente! São
De Dalva a 25 de Novembro de 2008 às 22:23
Aqui é a primavera que se vai deixando a estrada livre para o verão..
Lamentavelmente neste fim de primavera a chuva está castigando a regiao sul do BR
Novamente, como o ciclo da natureza, encontraremos forças para refazer e recomeçar
Um abraço forte
Tu es toujours dans mon coeur

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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