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Domingo, 4 de Maio de 2008

MÃE

 

 

 

Mãe que não aprendeu a ler

mas sabe sempre os meus ais

Mãe que cedo lutou para ter

O tanto que nos deu e me dais

 

E depois de si minha mãe?

Quando um dia me faltar

 não a tiver a acariciar

Este pedaço de si também!

De si, minha querida mãe.

 

Mãe!  

Passe-me as suas mãos pelo peito

Que este seu filho perdeu o jeito…

nem as estrelas consegue agarrar…

 

Um beijo minha querida mãe,

Lisboa, 4 de Maio de 2008

Seu filho,

Rogério Martins Simões

 

 

 


 

 

 

FOI NUMA MADRUGADA DE JULHO

Rogério Martins Simões

 

Foi numa madrugada de Julho

Quando as estrelas

se juntaram nos céus,

quando o sol teimava

em não arrefecer a noite,

e a lua irradiava

confundindo

as mãos dos namorados…

 

Andara embalado

no colo de minha mãe.

E ouvia serenamente

Na fusão das águas

O canto ameno

que me embalava.

 

-Lembra-se minha mãe

dos pontapés

que eu lhe dava?

 

-Recorda-se minha mãe

de me ouvir chorar,

Quando sem ver

me reconfortava

Passando docemente

a sua mão na barriga.

 

Ai como eu me sentia feliz

com as suas carícias.

Ai como era feliz

escutando o seu cantar.

 

Foi numa madrugada de Julho

Quando a lua espreitava

Quando a mãe terra

me chamava,

Rompi as águas,

E tinha à espera estrelícias

Majestosamente

espalhadas

por seu corpo…

 

Foram tempos luminosos

quando a natureza me pariu

E me trouxe de volta os olhos

com que abracei, de novo, o Sol.

 

Lisboa, 29 de Janeiro de 2007

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página
publicado por poetaromasi às 00:39
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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