Este blog nasceu em 6 de Março de 2004

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Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

PÁRA...

 

 

 

 

PÁRA

Rogério Martins Simões

 

Segredaste-me tantas palavras,

Esta noite meu amor,

Quando no quarto imperava o silêncio!

E disseste tantas coisas,

Em silêncio,

Que nada ficou por dizer!

 

Tu sabes que eu gosto do silêncio!

De respeitar o silêncio,

Mesmo que ele incomode.

 

Incomodam-me

Mais os estados de “não alma”,

Que perturbam o silêncio,

Com palavras ditas de forma não calma.

 

Eu sei que não conheces

As “não palavras:

Que me ferem os tímpanos,

Que não acalmam!

Que me pulverizam o silêncio

Aniquilando o alento!

Que me cortam a respiração

E me deixam frustrado,

Cabisbaixo,

Adiando ou extinguindo

Para sempre a inspiração!

 

Que génio teriam os poetas

Se lhes parassem a respiração,

O pulsar e a pena?!

 

De que forma?

Com que sentido,

Teriam estas palavras,

Se as minhas palavras

Fossem desprovidas de qualquer sentido.

 

Sentidas foram as tuas palavras

Quando me disseste,

Sem falar,

Estas palavras:

Pára de escrever!

Porque as palavras te fazem sofrer!

Pára, vem descansar!

Para o corpo retemperar!

 

Mas meu amor

O meu descanso

Está nas palavras que não comando!

E se sofrer eu sofro

Escrevendo

Pior sorte seria

Não escrever chorando.

 

17/05/2004

 

ano do poema: 2004
publicado por poetaromasi às 23:49
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Comentários:
De Rafael Heitor a 13 de Maio de 2008 às 19:02
Parabéns pelo blog.Aprecio.Bons post´s!
De Rui Monteiro a 13 de Maio de 2008 às 22:00
Obrigado pelos comentários apaixonados no Causa Monárquica, precisamos de acreditar acima de tudo ... cada vez importa a cor política e é aí que a Monarquia tem vantagem porque o Rei não é eleito por um partido ou lobby.

VIVA O REI !!!

Abraço

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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