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Segunda-feira, 7 de Junho de 2004

Por favor não me filtrem as nuvens...

 

(Óleo sobre tela Elisabete Maria Sombreireiro Palma)

 

 

 

Por favor não me filtrem as nuvens
Rogério Martins Simões
 
Por favor não me filtrem as nuvens,
Que eu quero passear à chuva
E atravessar a tempestade cantando!
 
Por favor não levem
As tempestades para vossas casas!
Deixem-me ao menos louco,
Despido de preconceitos abstractos,
Com meu corpo molhado,
Sem trapos,
A minha face lambida de água pura.
 
Olhem! Meus cabelos molhados,
Pingando ao som da chuva,
E esta denúncia de homem…
Encolhida num cacho de uva…
 
Por favor não me filtrem as nuvens!
Deixem-me, agora, só com a chuva!
Como um amante febril
Percorrendo de beijos
O ermo da sua loucura,
Como o quente da água pura
Que escorre do meu corpo,
Vaporizando liberdade.
 
3/03/1979
(Publicado no “Index poesis”, caderno n.º75,
Almada, Abril de 2009)
 
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.P. –
Processo n.º 2079/09)
ano do poema: 1979
Notas: O meu Poema sobre a LIBERDADE.
publicado por poetaromasi às 00:00
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Comentários:
De Lumife a 23 de Novembro de 2007 às 14:00
Vim visitar o Amigo após nova ausência mas não consigo conciliar o tempo com as tarefas todas a que me propuz.
Algumas vezes aqui venho mas só me dedico à leitura dos belos poemas que partilha connosco.
Também quero desejar as melhoras.
Até breve.

Um abraço
De f@ a 20 de Junho de 2008 às 00:56
Belissimo poema,..leve como nuvens em céu azul... tranparente de emoçãoe e mto criativo ...parabéns
De Efigênia a 21 de Junho de 2008 às 21:34
Por favor não me filtrem as nuvens,
Que eu quero passear à chuva
E atravessar a tempestade cantando!

ESTE FOI O PRIMEIRO POEMA SEU QUE EDITEI NA AVSPE, e quando comecei a ler, pensei, uma alma que passei pelos céus, isso é muito lindo, muito profundo de sentir, viajei nestas nuvens, com chuva, com sol, com luar, e fiquei encantada com a magia da tua alma.
AQUI, continuo sem respostas, até o ar que respiro está mudo, surdo, sem sons, sem movimentos, uma total melancolia, uma abandono sem fim.
Bom fim de semana,
Efigênia Coutinho

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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