Quarta-feira, 11 de Junho de 2008
O meu fado magoado

(Mestre REAL BORDALO)

O MEU FADO MAGOADO
Rogério Martins Simões
O meu fado magoado,
Passa o dia a noite inteira
A trinar numa guitarra
O meu fado que é tão triste
Percorre as velhas tabernas
Bebendo por todo o lado.
Se tarde tarda a noite
Acorda num sobressalto
Toda a minha fantasia.
E das ruas do Bairro Alto
Corro a ver ao Castelo
Para de lá nascer o dia...
Há sempre numa viela.
Há sempre no meu olhar
Tanta vida, tanta fama.
Um pintor com sua tela.
Um puto no seu andar
Nas ruas tristes de Alfama.
Agora que rompeu o dia
Adormece num vão de escada
Este fado madrugado
Desde a Bica à Mouraria
Escrevem mais poesia
Porque afinal à noite há fado.
9/2/1979
(original)
ano do poema: 1989
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De
Efigênia a 11 de Junho de 2008 às 02:46
Boa noite Poeta Rogério, aqui estava na espera de voltar ao seu mágico Blog de Poesias, e poder ler outras tantas suas, e lendo, fui vivendo a palavra na sua forma da alma, onde o sentimento humano quase levita, tal a magnitude sentida, e não poderia deixar em branco dois destes momentos, editando em nossa AVSPE, deixo os Link, para que veja, com admiração, Efigênia Coutinho
http://www.avspe.eti.br/avspe/rogerio/index21.html
http://www.avspe.eti.br/avspe/rogerio/index20.htm
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975
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