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Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

LISBOA

 

 

(Lisboa)

 

 

Lisboa é a minha Cidade!

Rogério Martins Simões

 

Mote

 

Minha terra é a mais bela

É bela e não tem idade

Vigio-a da minha janela

Lisboa é a minha cidade

 

Glosa

 

Coração apaixonado

Morro de paixão e amor

Apraz-me ver-te em flor

No Castelo enfeitiçado

Perdido, vivo em pecado…

Viajo na canoa à vela

Vejo Alfama aguarela

Rio acima com ternura

Subo o Tejo na ventura

Minha terra é a mais bela!

 

Mouraria vem navegar

À desgarrada partir

O meu amor não quer ir

É tarde! Vamos marchar,

Se partir hei-de voltar.

No chão flores de jade

Madragoa é qual saudade

Doce encanto, sacro mel,

Nunca me soubeste a fel.

É bela e não tem idade.

 

Coração foi bem levado

No trinar duma guitarra

Está frio, veste a samarra!

Bairro Alto, meu pecado

Boémias e noites de fado

Cravos rubros na lapela

Não passes por mim sem ela…

Voltei e já fui à Graça

Por São Vicente se passa,

Vigio-a da minha janela

 

Subi à Bica e vou a pé

A pé desci ao Rossio

Carícia do Paço ao rio

E ao Santo António da Sé.

Entrei e rezei com fé!

Sete morros de amizade

Vivendo em liberdade

Resguardam estes tesouros:

Latinos, Godos e Mouros,

Lisboa é a minha cidade!

 

Lisboa, 23 de Janeiro de 2008

 

 

 

 

 

 

 

fado
 
Rogério Martins Simões
 
Nas ruas da velha mourama
Era famoso o arroz de cabidela
No velho Pereira de Alfama.
Eram os pregões das varinas
Tocavam as concertinas
E os gatos espreitavam à janela
 
Mas Alfama não está quieta!
Fervilha, está viva, irrequieta
E um cheiro a namorico…
Deixa o Manel de alerta
Atira-se a um manjerico…
Com ciúmes da fadista Berta
 
A Berta que vê o artola…
Com naifa de ponta e mola
Não cede o passo ao Manel
- Acudam! Grita a infiel…
 
E no meio desta algazarra
Vasos partidos e tanto brado
Surge um fadista safado
Abraçado a uma guitarra
 
Pára a guerra na viela!
E o povo vem à janela,
Há fadistas por todo o lado…
Toca o Chico a Madragoa
Silêncio! Que a nossa Lisboa
Vai ouvir cantar o fado…
13/06/2007
 

 

www.PRchecker.infowww.PRchecker.info Poemas de amor e dor conteúdo da página
ano do poema: DIA DE SANTO ANTÓNIO
publicado por poetaromasi às 00:00
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Comentários:
De Efigênia a 13 de Junho de 2008 às 10:04
Coração apaixonado
Morro de paixão e amor
Apraz-me ver-te em flor
No Castelo enfeitiçado,,,,,,,,

BOM DIA POETA ROGÉRIO, COMO VOCÊ ESCREVEU BONITO, LER ESTES VERSOS AO AMANHECER, FOI FUTURECER PARA AO DIA QUE VAI SE LEVANTANDO COM SEU GARBO, AO SOM DA PASSARINHADA. HOJE ESTAREI EM BLUMENAU, TEMOS O LANÇAMENTO DA ANTOLOGIA DO PORTAL CEN, ONDE FAÇO PARTE.

UM DIA LINDO PARA VOCÊ, EFIGÊNIA
De Carla Salgueiro a 13 de Junho de 2008 às 23:13
fico impresssionada cada vez que visito o seu blog.muito obrigado por existir, por escrever e transparecer algo tão bonito. Eu tive o prazer de o conhecer a si e à sua esposa, Dª Elizabete, pessoalmente, e quem os conhece não vos esqueçe.
OS SEUS POEMAS SÃO .... NÃO HÁ PALAVRAS PARA DEFINIR.

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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