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Domingo, 5 de Agosto de 2007

JOSÉ BAIÃO SANTOS (poeta)

 

José Baião Santos nasceu em 1954.

Colega de profissão e amigo, o José Baião Santos (irmão do grande actor João Baião) já editou 3 livros de poesia.

Para além de Poeta e ilustre Jurista, canta, toca viola, representa e recita poesia com verdadeira mestria.

Hoje não resisti à tentação de transcrever um lindo poema, dedicado à sua filha, extraído do seu primeiro livro editado em 2002.

Passo a transcrever palavras suas: A POESIA ajudou a alimentar a poesia: também a música, o teatro, a pintura, a fotografia, a cidade, os afluentes da tarde, o sorriso das aves, um olhar apetecível de mulher, a rebelião das palavras, o silêncio, sobretudo o silêncio, alimentaram durante todos estes anos essa outra alma que vivendo dentro de nós, vive voluntariamente, na mais completa liberdade.

Tenho em José Baião um grande amigo e um dos principais incentivadores da minha poesia. Eis a minha humilde e justa homenagem ao poeta.

Obrigado José Baião

 

SUBISTE AO PALCO

 

Subiste ao palco

Como uma rainha

Cativa

- O cabelo solto

O baton e o pó de talco

Num rosto

De deusa festiva!

 

Subiste os corredores

Amarrada de sombras

E medos

- O rosa do vestido

As pratas os odores

Imortalizaram os teus segredos!

 

Subiste no voo das aves

Dentro da paixão

Dos poetas

- o olhar firme

O veludo dos lilases

Numa noite

De estrelas e profetas!

 

Até que por fim todos ouviram a tua voz de diamante soltar os acordes do mar pelas praias de marfim

Até que por fim nada mais se ouviu senão a pérola levada no vento

Até que por fim a cidade desapareceu mergulhada nos teus lábios de cristal numa espiral de melodias

 

Subiste ao palco

Como uma deusa

Feita do pó das estrelas

Para agradecer

Humildemente

A magia das coisas belas!

 

(Poema extraído do livro MOMENTANEAMENTE Editora AP Editores)

ano do poema: do José Baião
publicado por poetaromasi às 00:04
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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