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Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008

Mar revolto

 

TEMPESTADE

 

(Óleo sobre tela

Elisabete Maria Sombreireiro Palma)

 

 

Mar Revolto
(Rogério Martins Simões)
 
Ontem o Oceano estava bravo!
Clamor da onda que desmaia
Batia e rebolava pela praia
Chocalhando pedras em desagravo
O mar estava bravo e não o via…
 
E batia! Batia, batia
 
Olhei o céu
O tempo era ameno
Apenas uns recortes
de nuvens longínquas,
No céu sereno,
E uma ligeira brisa
Transportava
um cheiro a maresia
 
E batia! Batia, batia
 
De só olhando ver se via
Fui ver o mar…
Louca tentação
Clamor da falésia
que chocalha
E como a noite acordada não dormia…
O mar bravo na falésia batia
 
E batia! Batia.
 
Ontem,
Não tive medo nem recuei
A onda abraçava a lua
Que enamorada amor fazia.
 
E quando me chamou de sua…
Meu corpo adornado deixei
Enquanto a noite agitada
Adormecia.
 
Aldeia do Meco 21-08-2008 0:45:39
 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página
ano do poema: Hoje
publicado por poetaromasi às 21:40
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Comentários:
De NMM a 21 de Agosto de 2008 às 22:17
este senhor é um excelente escritor, o mar é como o amor, uns dias faz-nos sofrer outros faz-nos sorrir
De poetaromasi a 22 de Agosto de 2008 às 14:02
Boa tarde e obrigado
Em poucas palavras, consegui exprimir todo o contexto deste poema que eu gosto, que me deu tanto prazer em o escrever de um sopro. Acredite, ou não, foi escrito em pleno Tejo, entre Lisboa e o Seixal. À noite, já no meu MECO, resolvi passá-lo a limpo, isto é ao computador, eis a razão de se encontrar referenciado como escrito no Meco.
Quero mais uma vez dizer obrigado e expressar a minha felicidade por encontrar alguém que interprete este poema como o fez.

Só mais umas palavras para lhe transmitir que palavras como as suas fazem com que este viajante assíduo nas palavras aguce o engenho e não desista de escrever.

Estive, por estes dias, para rasgar definitivamente este meu livro de poesia. Como já disse “tudo tenho dado”! Não faço comércio de poesia. O merecimento está nas suas palavras que agradeço.
Rogério Martins Simões
De Jo a 22 de Agosto de 2008 às 13:35
Muito Lindo mm... tens um dom... continua e venho visitar o teu blog mais vezes. :)
De poetaromasi a 22 de Agosto de 2008 às 14:23
Jo

Não necessito de repetir os últimos parágrafos da minha anterior resposta, também se referem a si.

Sou um velho poeta ou um poeta velho, pouco importa. Desde há muitos anos que escrevo poesia que, na sua maior parte rasguei. Por vezes atrevo-mo a deixar aqui poemas antigos que fazem parte do percurso do poeta que penso hoje ser. Alguns que me entregaram os amigos ou o meu irmão mais novo pouco valor têm. Ainda assim tenho dado a conhecer.

Tal como na vida, aprendemos a gatinhar e a dar passos – é o nosso percurso. Por vezes caímos mas ensinaram-nos a levantar limpando as mãos e colocando tintura de iodo nas feridas. A evolução faz parte das nossas vidas. Obrigado pelas suas visitas que espero merecer.

Para tantos que nada dizem e me visitam o meu obrigado.

Para concluir:
Prometo não colocar aqui escritos meus só para encher o blog. Um poeta não pode viver em estado de alma – poética e ao mesmo tempo trabalhar como trabalho no meu posto.
A Parkinson está estacionária devido a tomar os medicamentos a horas. Aconselho os meus companheiros doentes como eu a tomarem os medicamentos conforme prescrito.

Prometo sempre que escreva um poema que goste dar a conhecer a quem visita e lê a minha poesia.
Obrigado pela companhia, deixo-vos, o Telemóvel já me avisou que tenho de tomar o STALEVO e já estou atrasado
Beijos
Rogério Martins Simões

De Lucinha a 26 de Agosto de 2008 às 01:12
Olá vim conhecer seu blog e estou encantada com ele, gostaria de convida-lo a escrever algo no meu.. se puder é claro.. mantendo todos os créditos... espero sua vidita lá e confira.... espero que aceite. é só manda email a poesia que postarei com maior prazer em sonhos e carinhos.... aguardo sua visita em meu blog.. beijos carinhos e uma noite linda

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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