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Terça-feira, 2 de Setembro de 2008

Fado! Só fado!

 

 

Óleo sobre tela
REAL BORDALO

Igreja Senhora da Saúde

 

 

 

Fado! Só fado

Rogério Martins Simões

 
Lisboa

Não te incomodes

Comigo

Deixa secar as lágrimas

Anunciadas…

Em teu xaile preto

E mesmo que acordes.

Nos teus acordes,

Não tenho ais!

Mais,

Para trinar contigo.

 

Tirei a última lágrima

De saudade

Que escorria da varanda

Da minha viela

Reguei com ela

O vazo do manjerico

que o acaso

ou a esperança

me deixou à janela.

 

Porque é que sinto

Esta dor imensa

Que consome

E devora

O canteiro do meu corpo?

 

Não orvalha na cidade…

 

Deambulo!

Sai do meu peito

Um lancinante grito

Enquanto meus passos

Despeitam a noite…

Sou viola…sem cordas.

Canto aflito...

Castigo… sem pecado

Cais?!

Barco sem arrais!

Grito?

Fado! Só fado…

 
Lisboa

Não me apagues o que resta

Do cheiro a manjerico…

 

Meco, 02-09-2008 21:48

 

ano do poema: hoje
publicado por poetaromasi às 22:21
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Comentários:
De poetaromasi a 2 de Setembro de 2008 às 23:39
Amigo e grande poeta Regis,
Fico imensamente feliz com a sua presença, tão venturosa e esperada presença no meu humilde blog da minha poesia, com a sua mensagem no poema que antecede. Há tanto tempo que não sei de si – talentoso poeta. Logo me apanhou num daqueles dias em que escrevo para não morrer, dia de catarse, pois quando o sofrimento volta a dar sinais de revolta não há como deixar transpirar o coração e fazer catarse. Tudo vai passar, como a vida que levemente ou rapidamente se escoa e vai até que novamente tudo se renove.

Regis, não acredito que a poesia tenha morte prematura em suas mãos, a poesia está em tudo que lhe conheço, e já o conheço, faz anos. VOLTE! Tantos são os votos para que volte. Mande-me poemas seus que os leitores deste blog gostam de poetas com alma. Regis meu grande amigo poeta, que saudades! Obrigado pela visita.
Rogério Martins Simões

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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