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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

NÓ CEGO

 

 

(CEZANNE)

 

 

 

NÓ CEGO…
 
Rogério Martins Simões
 
Vezes sem conta… que contam?
Os deslizes, desta vida, nas bordas
Os precipícios inclináveis sem retorno
Ou a demência descontrolada num forno
Nos baloiços dos suplícios sem cordas…
 
Deixo ir os sentidos… que montam?
A carcaça seca de um velho barco
Ou o ginete de um gato parco
Capado, coitado, sem ego…
De gatas, às gatas, em nó cego…
 
Às vezes tenho guizos… que guiso?
Senda de um marinheiro acorrentado
A contenda de um plano inclinado
Ou a arte de escapar à descida,
Atravessada, cordata, vencida…
 
Deixo estas palavras: descontem!?
Confusos sentimentos sem viso?
Deixo de fora a estética: preciso?
De um soneto heróico de Camões
Ou de um jogo combinado a feijões?
Hoje nada conta: abro o misturador
E pico as palavras no obliterador…
Vezes sem conta! Desmontem…
 
Lisboa, 01-07-2008 20:57:28
Poemas de amor e dor conteúdo da página
ano do poema: 2008
publicado por poetaromasi às 00:45
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Comentários:
De Madrigal a 24 de Setembro de 2008 às 14:38
Reparo que, de quando em quando, visita o meu "parado" blog e aprecio sempre que o faz. Sabe, morei em Almada até aos meus 18 anos e a minha mãe ainda lá vive bem como alguns velhos amigos. Quem sabe um dia não nos venhamos a conhecer...

Um abraço

Jorge Rebelo
De Lumife a 25 de Setembro de 2008 às 15:59
Uma visita que se impunha e já tardava mas o tempo não dá para tudo que queremos.

Mandei-te um mail e estou aguardando a tua resposta.

Abraço amigo
De AnaMar a 29 de Setembro de 2008 às 18:15
Espero que este estar já não se faça sentir.
Abraço

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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