Este blog nasceu em 6 de Março de 2004

Mais de 3 milhões de visitas e 4 milhões de páginas visitadas- Obrigado



Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

A MUSA, O SONHO E O POETA - trilogia poética.

 

   

(Óleo sobre tela - 2007 -

Elisabete sombreireiro Palma)

  

Com a publicação do soneto “A musa, o sonho e o poeta” termino esta trilogia poética iniciada em 2009. Agradeço mais uma vez ao Luís Gaspar ter dado voz ao primeiro destes 3 sonetos. Dou também a conhecer 3 quadros da minha querida e solidária companheira Elisabete Sombreireiro Palma Deixo-vos com a pintura da Elisabete e com a minha poesia. Sejam todos muito felizes,

Rogério Martins Simões

 

  

TRILOGIA POÉTICA
 
A MUSA, O SONHO E O POETA
 
I
 
EM SONHO ME DEPENDUREI NO LUAR
Rogério Martins Simões
 
 
Em sonho me dependurei no luar.
O luar quis acordar os nossos cios.
Ali estavas, desnudada no meu olhar,
Encandeando meus olhos luzidios.
 
Os sonhos soçobram ao acordar…
O luar distende o sonho em atavios.
Ai!, sereia espraiada no meu mar,
Esperando as águas dos meus rios…
 
Luar!, tapa-me os olhos e os dias:
Antes cego, que acordar e não ter,
Do que ver, e não ter o que vias….
 
Prendo, no sono, o sonho para te ver,
Fico cego se em mim não te sentir,
Fios de seda - não te deixem partir!
 
Lisboa, 05-01-2009 20:49:30
 
 

 


 

(óleo sobre tela 2009

Elisabete Sombreireiro Palma)

 

 

 

 

II

 

BORDANDO SONHOS
Rogério Martins Simões
 
 
Em sonho me desnudei ao luar.
Ao amor me doei branca e pura.
E quando te encontrei no olhar,
Juntei o luar ao sonho na ventura.
 
Teus olhos não os deixes cegar!
Deixai olhar inocente candura.
Os sonhos conseguem triunfar!:
Na eternidade o sonho perdura.
 
Percorre o teu olhar todo o meu ser.
Feitiço tem o coração!, quer ser teu!
Glória tem teu sonho agora meu…
 
E se não solto os fios para te ter,
Cega fico, se em mim não te sentir,
Bordo sonhos e não te deixo partir!
 
Lisboa, 15-01-2009 22:48:22
 
 


 

(Óleo sobre tela 2008

 

Elisabete Maria Sombreireiro Palma)

 

 

III
 
A musa, o sonho e o poeta
(Rogério Martins Simões)
 
Estreita o espaço, abraça e não beija.
Vejo o luar no teu caminho errante…
Não irei recordar se tiver de amante,
Não quero acordar! O sonho voeja!
 
Adorno o sonho, no sono, incessante.
Afasto o meu olhar! Devaneio seja!
Poeta não serei, se te vir de mirante,
Musa serás!, em meus versos te veja.
 
Baila! Canta comigo! Vamos dançar!
Nos versos que me dás, para eu te dar.
Glória por ser minha a tua inspiração.
 
Soltam-se fios de seda, de seda fina,
Bordando versos num barco à bolina.
Os poemas são teus! Minha alma não!
 
Lisboa, 21-01-2009 22:30:15



 

COPIE AQUI OS POEMAS GRAVADOS

LUÍS GASPAR

Estúdios Raposa 

 

 

 

  • EM SONHOS ME DEPENDUREI NO LUAR

     

  • CARROSSEL

     

  • VOLTEI

     

    PODCAST

     

  • Rogério Martins Simões

  • www.PRchecker.infowww.PRchecker.info Poemas de amor e dor conteúdo da página
    ano do poema: TRILOGIA POÉTICA
    publicado por poetaromasi às 22:45
    link do post | ##COMENTAR## | favorito
     O que é? |  O que é?
    Comentários:
    De Efigênia Coutinho a 22 de Janeiro de 2009 às 01:01
    Estimado poeta Rogério, ao abrir seu blog e ler este último soneto da trilogia, dedicado a sua doce e encantadora Bete, eu chorei, chorei muito, pois diante da grandeza desta sua alma poeta, em seus versos bordados a ouro, eu fiquei a imaginar sua bete ao ler tamanha beleza, onde o lirismo de seus sonetos transcendem a tudo, meu Deus, estou diante dum grande escritor , que realizou uma verdadeira obra poética, de dar inveja aos grandes bardos, meus cumprimentos,
    Efigênia Coutinho
    De poetaromasi a 27 de Janeiro de 2009 às 20:51
    Boa noite, amiga Efigénia

    Quero mais uma vez agradecer tudo o que pela minha poesia tem feito.
    Prometi a mim mesmo trocar a dor por poemas de amor, não sei se irei conseguir. Os medicamentos para esta Parkinson não produzem efeito, fico fatigado, enervado por não conseguir disfarçar a doença que avança e me turva as promessas para mim feitas.

    Será do frio de um Inverno rigoroso? Não! Quero abandonar a esperança!
    E neste tremer incessante mais se agita todo o meu ser. Quero escrever, queria viajar pela Internet como o fazia e já não o faço. Sou um lago de contradições onde o tremor afasta as águas e nem sei quando e como escrever.

    Nesta trilogia procurei clamar pela ode que sempre me acompanhou, nunca me desprezou, apesar de tantas vezes queimar ou rasgar os versos.
    Efigénia! Quanto tempo me resta para chorar os meus versos?
    Efigénia! Não quero abandonar este blog! Não sei como o irei manter!
    Efigénia! Perdoe-me por até e-mail ter já dificuldade em escrever.
    Efigénia! Obrigado!
    Rogério
    De Peter a 22 de Janeiro de 2009 às 18:23
    bonitos poemas com a alma na mão. Força, muita força. Ciao.
    De poetaromasi a 27 de Janeiro de 2009 às 20:54
    Peter, obrigado!
    Estou carente de palavras do coração. Obrigado!
    Rogério
    De Efigênia Coutinho a 23 de Janeiro de 2009 às 14:50
    Olá queridos Bete e Rogério, retorno para poder ler novamente a sua trilogia, e rever as belas telas de bete, eu sua admiradora, pois desta arte faço a minha arte , onde a imagem , tem um poder de nos levar a viagens siderais, são momentos em que ás cores tornam-se como sons de harpas , dando movimentos a palavra poética que escrevo, com admiração,Efigênia Coutinho

    ( você já faz parte do meu blog do Sapo)
    http://www.poesiasefigeniacoutinho.blogspot.com/
    De poetaromasi a 27 de Janeiro de 2009 às 20:59
    Sempre a amiga Efigénia nas horas boas e más!
    Hoje estou assim! E se assim estou, e não posso nem devo estar, não irei transformar esta lenta agonia em poemas de dor. Talvez a catarse sirva para me transportar aos campos verdes que cercam o lago onde me estendo e deito. AH! Já sei! Esqueci-me de tomar o comprimido das 8.
    Saudades
    Rogério
    De Elisabete Ribeiro a 24 de Janeiro de 2009 às 15:47
    É de realçar a candura das palavras, escritas com alma e sentimento. Palavras que faz voar quem lê e nos transporta para uma dimensão superior. Lindíssimo!!
    De poetaromasi a 27 de Janeiro de 2009 às 21:16
    Elisa Silva, obrigado.

    Tarde resolvi agradecer a quem aqui comentou.
    Palavras como as suas não abundam por aqui. Por isso as refiro com agrado.
    Palavras suas fazem-me sair do lago e sonhar que afinal sou poeta. Palavras como as suas fazem com que lute e, mesmo tremendo, elas vão sendo a razão para que continue mesmo que escreva a uma mão.
    Obrigado
    Rogério
    De Helder Fráguas a 30 de Janeiro de 2009 às 18:44
    O Tejo tem servido de inspiração a muitos poetas e belos poemas. Aqui está a demonstração disso mesmo

    Comentar post

    amrosaorvalho.gif

    MEIO HOMEM INTEIRO
    Rogério Simões
     
    Meia selha de lágrimas.
    Meio copo de água
    Meia tigela de sal
    Meio homem de mágoa.
    Meio coração destroçado
    Meia dor a sofrer.
    Meio ser enganado
    Num homem inteiro a morrer.
    11/4/1975

    Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Solicita-se a quem os copiou alterando o nome, não respeitando o texto ou omitindo o seu autor que os apague ou os reponha na fórmula original com os respectivos créditos. Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

    Copyright © 2017. Todos os direitos reservados. All rights reserved