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Segunda-feira, 30 de Março de 2009

Palavras mortas

 

(Óleo sobre tela

 

CEZANNE)

 

 

 

PALAVRAS MORTAS
Rogério Martins Simões
 
Ginete enigmático.
Corcel das alturas despenhadas.
Labirinto das palavras deformadas.
Deixa este mato, que me acama,
Sem cama, a cheirar a madressilva.
 
Chegou a hora de todas as estações:
Esfarelo migalhas nos joanetes;
Desaperto o colarinho das convicções;
E deixo passar a rua pelos dedos dos pés.
 
Todas as letras são palavras mortas!
 
Que espaço me separa da loucura
Onde permaneço e não saio.
Caio! Nem uma mão me conforta.
Nem a solidão outrora remota.
Hoje todos os dias são iguais!
Passo por tigelas… por estações,
Sem obedecer ou parar aos sinais.
Mudo de carruagem sem dar por nada
E o caldo arrefece sem comensais…
 
Lisboa, 23 de Fevereiro de 2009
 

 

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publicado por poetaromasi às 20:34
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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