(Imagem - Tempestade - óleo sobre tela -Elisabete Maria Sombreireiro Palma)

Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Todas as viagens são curtas

 

SEIXAL

 

 

 

Todas as viagens são curtas
Rogério Martins Simões
 
Todas as viagens encurtam as distâncias que nos separam do fim.
Que fim terá a viagem se a viagem for desesperante?
Desespera quem espera?!
Desespera quem não tem espera?!
A partida é sempre uma espera.
Compasso de tempo!
Que compasso?
Se passo pelo tempo em constante viagem.
 
Olhai os rostos.
Que rostos!
Reparai nas mãos!
E nas roupas que cobrem ou encobrem as mazelas.
Que bonitas são elas!
Com vestidos de chita.
E os olhos?
Escolhos, tapados com alfinetes!
Alfinetes de dramas!?
Damas compenetradas nas carreiras adiando para sempre um filho…
 
Lê-se um livro que teima em viajar.
Já não há tempo para ler!
Já nem há tempo para amar!
Que tempo ainda terei para escrever?
Disfarço o caderno e traço a escrita!
Raia sobre este Tejo.
 
Barco – Seixal – Lisboa
Agosto de 2008

 

 



 

 

PLÁGIO
 
Uma das vantagens da Internet, nomeadamente do GOOGLE, é a de conseguir localizar os nossos trabalhos ou até parte deles.
Sempre autorizei a editarem os meus poemas com os devidos créditos.
Ao acaso procurei no Google pelo nome do poema, “DURMA MINHA MÃE”, que em tempos editei no meu antigo blog, e fui detectar este poema, publicado num blog, sem que constasse o meu nome. Esta situação é recorrente. A amostragem foi de 1 para mais de 300 poemas e o resultado está à vista. Já não é a primeira vez que isto acontece, tendo no passado localizado poemas meus inteiramente plagiados.
 
Não sei qual o interesse do plágio na poesia. A poesia é algo muito pessoal, de estilo próprio e, no meu caso, escrita com a minha alma.
Aconselho vivamente aos plagiadores a plagiarem, também, as minhas dores para não ficarem só com os textos, ou com os poemas, que tenho escrito e livremente dado a conhecer. Assim é batota!
 
Estas atitudes merecem a minha e a vossa reflexão.
A minha poesia “sai” espontaneamente, sem ser por encomenda. Assim, quando edito um poema que escrevi naquele momento, não me preocupo com o seu registo.
Nunca quis ser mercantilista da poesia. Porém, começo a ponderar não mais editar os meus novos poemas, neste ou em qualquer blog, embora a sua maioria esteja legalmente depositada e salvaguardada.
Se continuar a publicar é unicamente por todos aqueles que ao longo destes 5 anos me incentivaram a escrever e que sem nada dizerem se identificam com o que escrevo.
 
Mensagem deixada no blog onde não se respeita, por omissão, o criador do poema.
 
Li neste blog um poema da minha autoria que a sua autora não colocou os devidos créditos. Este poema foi escrito em Janeiro de 2005, editado no meu antigo blog e remetido à grande poetiza Brasileira Fátima Irene Pinto quando sua mãe faleceu aí no Brasil. O poema encontra-se registado em Portugal.
Nunca me atreveria publicar um poema sem colocar o seu autor. Por certamente se tratar de um erro agradeço que coloque o nome do seu autor. O meu: Rogério Martins Simões
(Não coloco o link, aliás, facilmente localizável através do Google - a autora não merece publicidade ao seu blog!)
 
Na zona dos comentários deixo uma pequena amostra dos plagiadores. Um deles copiou todos os meus poemas editados até 2006. Grande poeta!
 
Fico farto! O Plágio é tanto que chega ao ponto de disputarem a autoria dos meus poemas. Um já se retratou! Ainda só procurei no Google por 7 poemas e já apareceram centenas de plagiadores ou que omitem a autoria dos poemas.
Fui encontrar um poema que foi editado por mim num livro em Almada também já, noutro local, plagiado.
Existem alguns que até transformam os poemas em pensamentos e dizem que os poemas são desconhecidos. Uma verdadeira clonagem, pirataria da pior.
 
Encontrei um poema metido disfarçadamente no meio de outros. Isto assim não dá!
Sejam todos muito felizes. Respeitem os direitos de autor, afinal apenas exijo que coloquem o autor do poema. Será muito?
Façam um teste com um poema vosso. Coloquem parte de um poema no Google busca personalizada com esse texto obrigatório e vejam quantos assumiram a autoria dos vossos poemas.
Para aqueles que colocaram a autoria obrigado. Para a maioria, aqueles que gostam da minha poesia, contem comigo aqui ou noutro lugar. Vou repensar tudo isto e talvez editar em livros os meus poemas.
Obrigado
Rogério Martins Simões
ROMASI
 
PS: não encontram no meu blog um único poema que tenha sido plagiado!
ano do poema: 2008
Notas: PLÁGIO
publicado por poetaromasi às 20:40
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Comentários:
De poetaromasi a 7 de Maio de 2009 às 18:20
Agradeço a sua explicação. Lamento que tenham editado mais que um poema meu como sendo de outro autor.
Compreendo no entanto que um blog colectivo não pode ser inteiramente controlado. Gostaria de saber quem é o plagiador para, juntamente com outros que plagiaram, serem denunciados. São os leitores que estão a ser enganados. Eu os escrevi! Outros os plagiaram!
Já que escreve, edita livros, gostaria de saber que os seus poemas foram assumidos por outros?
Sugiro que coloque parte dos seus poemas no Google e veja se foram copiados. Se encontrar poemas seus plagiados ficará feliz? Se visse um poema seu assinado por mim que faria?

Os meus foram encontrados nos locais onde deixei mensagem e encontravam-se assinados por outros autores. A falta de ética leva a que muitos dos meus poemas tenham sido assumidos por diversos plagiadores.
A bem da poesia deveríamos unir as mãos e lutar contra a fraude.
Cumprimentos
Rogério Simões



De MTF a 7 de Maio de 2009 às 22:40
Estou de acordo com algumas das suas opiniões mas a mim" não acenta a carapuça" ...não sou plagiadora, não conheço o plagiador e apesar de respeitar as diversas opiniões não concordo com a(opinião) que injustamente (e injustiças detesto), deixou a respeito da AUTORA DO SITE ONDE TINHA DEIXADO A REFERIDA MENSAGEM.

Saudações poéticas.
De poetaromasi a 8 de Maio de 2009 às 01:38
Respondo aos comentários que recebi no meu anterior poema.

1.º Sempre autorizei e nunca questionei a cópia dos meus poemas.
2.º Ninguém, por certo, gostará que escrevam que o autor é outro.
3.º Não pretendo ofender quem colocou poemas meus pirateados. Acredito que quem os editou o fez por bem. Estou magoado mesmo é com aqueles que cortaram e colaram poemas meus; com aqueles que se assumiram como autores dos meus poemas.
4.º Chega ao fim mais um blog de poesia. Ficam infelizes os plagiadores! Deste lado acabou a matéria para o plágio.

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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