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Domingo, 3 de Dezembro de 2006

Poemas lidos por Luís Gaspar - Estúdio Raposo



 

 

Recebi em 2006 um honroso convite, do Luís Gaspar - do Estúdio Raposa, para ceder dois poemas para serem lidos, num dos seus programas, no audioblog.

 

Esse trabalho está on-line aqui Estúdio Raposo

 

Deixo-vos com um belo momento de bem recitar poesia.

Gratidão é a palavra que aprendi a pronunciar em momentos como este.

 

Para que possam acompanhar declamação do Luís Gaspar deixo aqui esses dois poemas que muito gosto. Aproveito para expressar a minha admiração à jovem poetisa que o Luís Gaspar nos dá a conhecer.

Saudades. Rogério

 

 

VOLTEI!

 

(Rogério Martins Simões)

 

Venho dos limites do tempo

De uma galáxia qualquer

Já fui mar, já fui vento

Agora sou pensamento

Aparado em dado momento

No ventre de uma Mulher!

 

Meu corpo é magistral!

Brutal! Perfeito! Soberbo!

De início não era verbo

Agora sou o verbo ser

 

Tenho comigo segredos

Segredos do universo

Transporto no corpo recados

Escrevo em forma de verso.

Venho dos limites do tempo

Não sei o que fui e sou:

Deserto? Nascente?

Já fui Norte, já fui Sul

Pó astral, mar azul!

Luar, estrela cadente.

 

Eu me vou!

Partirei num cometa qualquer

E serei novamente pôr-do-sol.

Cor-de-rosa, aloendro, malmequer!

 

Voltei...Já cá estou…

Agora sou pensamento

Nascido em dado momento

Do ventre de uma Mulher!

 

23-09-2004 18:39

Aldeia do Meco

 

 

QUISERA ANDAR DE CARROSSEL

Rogério Martins Simões

 

Quisera andar de carrossel

Com um sorriso de criança que ri

Rosto rebuçado, melaços de mel

Laivos da festa que resta em ti…

 

Num dedo prendo o balão,

Com outro seguro o corcel

Soco a bola com a mão

As mãos, o rosto e a testa

Besunto-me todo com mel.

 

Solta-se dos dedos o balão

Que voa a caminho do céu

-Mãe! Vai-me apanhar

Um sorriso igual ao seu…

 

-Meu filho a mãe não sabe!

Ler, nunca aprendeu:

A mãe vai procurar

O balão que se perdeu…

 

-Mãe que sabe escutar,

Meus choros em seu coração

Abençoada o seja minha mãe

Por tudo o que foi e me deu!

 

Rodopiam as lembranças da festa

Pára o movimento ondulante

Sujo-me de novo a cada instante…

Sem rebuçados com sabor a mel

Mas… Brinquei tanto no carrossel….

 

2005-10-20

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página
ano do poema: MP3 com poesia declamada
publicado por poetaromasi às 12:08
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Comentários:
De carla granja a 3 de Novembro de 2007 às 19:53
lindo.
bom fim de semana
carla granja

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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