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Sábado, 27 de Junho de 2009

Recuperei o meu olhar (republicado)

 

DEGAS
 

 

 

Recuperei o meu olhar
Rogério Martins Simões
 
Seguia pela berma da estrada
 Sem ver, sem olhar o caminho:
Quem olha e não dá por nada,
Nada lhe serve andar sozinho.
 
O sol feria queimava os olhos,
Meus olhos ficaram sem ver:
Quem olha e não vê escolhos…
Nada serve bons olhos ter!
 
Minha sombra avelhantada
Certo dia protestou com tino:
Andamos a avelhar na estrada,
Por quê andar sem destino?
 
Percorri caminhos? Não sei!
Aonde estive? Para onde vou?
E foi ao meio-dia que notei,
Que até a sombra me deixou…
 
Veio a noite e fui descansar!
(De noite sombra não nos falta!)
Adormeci sem as estrelas, luar,
Acordei quando a tarde ia alta.
 
Veio o pôr-do-sol. O alvorecer.
A estrela maior saiu ao caminho
- Que prazer em te conhecer!
Não te vou deixar sozinho!
 
 
Nem sombra nos olhos notei.
Só, nem a minha alma gostou!
E na luz dos teus olhos achei
A luz que um dia me deixou.
 
Lisboa, 17-04-2008 22:23:46
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página
ano do poema: 2008
publicado por poetaromasi às 20:18
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Comentários:
De Efigênia Coutinho a 28 de Junho de 2009 às 02:04
Olá Rogério, como tem passado, saudosa estou de noticias do querido casal.
Mande noticias, com admiração,
Sua amiga
Efigênia Coutinho

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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