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Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Pés descalços (republicado)

 

(Fotografia da National Geographic)

 

 

 

PÉS DESCALÇOS
Rogério Martins Simões
 
Eu vi crianças nuas
A rir e a brincar
Atravessando ruas
Vi os pais chorar
 
Eu vi crianças nuas
Com cus tão vermelhos
Atravessando ruas
Sem ouvirem conselhos…
 
Eu vi crianças nuas
Com sono… já se vê
Atravessando ruas
Sem saberem porquê
 
Eu vi crianças nuas
Fugindo das buzinas
Atravessando ruas
Virando as esquinas
 
Eu vi crianças nuas
Ó magra tristeza
Atravessando ruas
À espera de mesa.
 
Eu vi crianças nuas
Sonhando com fadas
Atravessando ruas
Descalças nas estradas
 
Eu vi crianças nuas
E os ricos às janelas
Atravessando ruas
Que lucro dão elas?
 
Eu vi crianças nuas
Em coro a chorar
Atravessando ruas
Sentias a cantar
 
“Aquela criança nua
Com o rostito chorão
Tinha por vontade sua
Não viver como um cão”
 
12/1973
 
“Na minha Rua
Havia crianças nuas
Olhando as outras…
Com horas
A brilharem ao sol…”
1968
Rogério Simões
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 
Quando em 1973 escrevi este poema, estava longe de o ver editado no DIÁRIO DE NOTÍCIAS, de 1 de Julho de 2007, com outro autor.
 
 
São descobertas deste tipo, plágios, onde não se respeita o autor, que me tem afundado gravemente.
É para mim bastante doloroso ver este meu poema no “ESPAÇO INTERERACTIVIDADE – DIA DA CRIANÇA, sem a minha autorização e assinado por outra pessoa.
A falta de ética, a falta de valores, levou alguém, que não conheço, a enviar este meu poema para aquele jornal que, por sua vez, o edita sem verificar, num motor de busca qualquer, a quem de facto pertence.
 
Já escrevi para o dito jornal e nem uma linha eu recebi a explicar o sucedido.
 
Estou perdendo tudo! A dor, por tanto plágio à minha poesia, é tanta que até esta mão direita que tinha escapado à Parkinson está a paralisar. Dói muito!
 
Obrigado àqueles que já repuseram o meu nome nos poemas que foram escritos por mim. Obrigado aos que levaram longe a minha poesia sem se apropriarem dela.
Muito triste, fica a mágoa.
Rogério Martins Simões
 
 
 

 

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publicado por poetaromasi às 23:19
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Comentários:
De Helder Fráguas a 2 de Julho de 2009 às 19:11
Queria comentar o namoro à poesia, mas não consegui.
Adorei aquela imagem das cerejas penduradas nas orelhas, que me fezx recuar à infância
Helder Fráguas
De samara de oliveira e oliveira a 8 de Julho de 2009 às 17:47
realmente a falta de escrúpulos que há muito existe e infelizmente predomina em algumas pessoal é inevitável, e nos faz sangrar... uma vez que tudo quanto escrevemos sai da alma, do coração, da vida...
De adélia espírito santo a 26 de Agosto de 2009 às 23:10
Lamento que tenha sido plagiado mas se antes da net já havia infâmias destas, agora é o que se sabe e mais ainda o que não se sabe.
Eu estou solidária com a sua zanga mas....... já fui plagiada algumas vezes e at é encontrei na net quase todo «escrito» por um senhor os poemas quase todos do único/pobre/livreco que publiquei .
Claro que me irritei e localizei o ladrão e chamei-lhe coisas medonhas mas depois.......... Rogério, eu pensei, que se lixe, eu sou apenas aquilo que escrevo e o que escrevo irá perder-se no cosmos das palavras ditas por tantos. De nós ficará o quê?
Então, lembrei-me do filme Les uns et les autres » em que a violinista salva o seu bebé (a caminho de Auschwitz ) deixando-o na soleira de uma porta. Ela sobreviveu por milagre mas se tivesse morrido o seu menino - não interessa com que nome - teria sido salvo.
Peço desculpa por esta espécie de estar-me nas tintas para o destino dos meus filhos-versos-textos ... mas no fundo de mim só quero que vivam, que me sobrevivam, nem que seja uma frase desgarrada na boca de um ladrão que eu não conheço - um ladrão/padrasto que lhes possa dar o «futuro» que eu lhes nego, atirando-os, nus e sós para esta grande sargeta que é a vida. Pelo menos a minha. WE are all in the gutter but some of us are looking at the stars » Oscar Wilde , aquele cujos filhos se chamam Holland ... mas são Wilde .
Um abraço
Julieta Lima
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Lamento que tenha sido plagiado mas se antes da net já havia infâmias destas, agora é o que se sabe e mais ainda o que não se sabe. <BR>Eu estou solidária com a sua zanga mas....... já fui plagiada algumas vezes e at é encontrei na net quase todo «escrito» por um senhor os poemas quase todos do único/pobre/livreco que publiquei . <BR>Claro que me irritei e localizei o ladrão e chamei-lhe coisas medonhas mas depois.......... Rogério, eu pensei, que se lixe, eu sou apenas aquilo que escrevo e o que escrevo irá perder-se no cosmos das palavras ditas por tantos. De nós ficará o quê? <BR>Então, lembrei-me do filme Les uns et les autres » em que a violinista salva o seu bebé (a caminho de Auschwitz ) deixando-o na soleira de uma porta. Ela sobreviveu por milagre mas se tivesse morrido o seu menino - não interessa com que nome - teria sido salvo. <BR>Peço desculpa por esta espécie de estar-me nas tintas para o destino dos meus filhos-versos-textos ... mas no fundo de mim só quero que vivam, que me sobrevivam, nem que seja uma frase desgarrada na boca de um ladrão que eu não conheço - um ladrão/padrasto que lhes possa dar o «futuro» que eu lhes nego, atirando-os, nus e sós para esta grande sargeta que é a vida. Pelo menos a minha. WE are all in the gutter but some of us are looking at the stars » Oscar Wilde , aquele cujos filhos se chamam Holland ... mas são Wilde . <BR>Um abraço <BR>Julieta Lima <BR class=incorrect name="incorrect" <a>www.hienas.blogs.sapo.pt</A>

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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