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Sábado, 1 de Agosto de 2009

Viagem - republicado

 

 

MESTRE REAL BORDALO

 

 

 

 

VIAGEM
Rogério Martins Simões
 
A maré está em maré baixa.
Para onde foi a água salgada
E o sal que me temperou?
 
Meu barco sulca pelas águas que ficam…
Porque ficam as águas que não partem?
Quando partem as águas que ficam?
 
A maré está calma…
As águas parecem quedar:
O barco desliza e faz ondas,
Nas águas calmas e mansas,
Sopra uma ligeira brisa
E o barco desliza…
 
Outro barco passa…
Já passou!
Por tempestades
Por dias de sol…
 
Meu barco de contida graça
Semeia carneirinhos,
Branca espuma,
no verde-mar.
 
Quantos marinheiros respiraram este ar?
Quantos pescadores lançaram redes?
Quantos mares acolheram estas águas?
Mágoas?
Meu barco abranda
Estava proibido de atracar
Nas palavras que pincelam
As cores deste náufrago.
 
- O barco vai parar!,
Grito ao arrais!
 
Estou finalmente a chegar
Ao fim destas palavras
Olho as amarras
com que prendem o barco…
A maré continua vazia….
Há tanto lodo no cais!
 
(Diário de viagem, Seixal-Lisboa
13-08-2008 09:01:19
 
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página
publicado por poetaromasi às 15:33
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Comentários:
De Helder Fráguas a 3 de Agosto de 2009 às 04:27
Uma viagem profunda a um trajecto repetido diariamente
Helder Fráguas
De Operadora de Turismo a 4 de Março de 2010 às 18:48
Abriu a mente e saiu em viagem! Muito bacana esses versos. O mar é o cainho das mágoas mas também pode trazer ondas de esperança!

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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