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Terça-feira, 11 de Agosto de 2009

Real Bordalo o mestre pintor da cidade de Lisboa

 

MESTRE- REAL BORDALO

 

 

 

Real Bordalo – O Mestre pintor da Cidade de Lisboa
 
Tenho a felicidade de conhecer e ser amigo deste grande pintor.
Conheci o Artur, nos anos 70 do século passado, quando passávamos férias nas termas do INATEL em Entre-os-Rios.
O tempo não pára. Até que um dia de novo nos encontrámos, agora mais velhos: Ele, o Mestre Real Bordalo, um talentoso pintor, a par dos maiores, entre os maiores, que o tempo não fará esquecer. Eu, um humilde poeta - mas poeta - que como ele ama a nossa querida Lisboa.
Falava do nosso reencontro. Foi aí que o Mestre puxou pela caneta e, na toalha de papel que protegia a mesa, desenhou a minha caricatura. Guardei religiosamente esse pedaço de talento.
Passado um tempo voltei a escrever poesia. Foi assim que nasceu este soneto que dediquei ao Mestre Real Bordalo e que reedito com muito prazer.
Hoje, por amigos comuns, recebi notícias do Artur – O MESTRE - REAL BORDALO – Que Deus o proteja e nos continue a contar as histórias de Lisboa através desta luz tão especial que coloca nas suas aguarelas e nos seus óleos.
Os eléctricos quase desapareceram.
Os seus quadros são autênticas preciosidades e raridades.
Vejam como o pintor magistralmente nos mostra um eléctrico, junto à Basílica da Estrela, em dia de chuva.
Um grande abraço ao meu bom amigo Artur, mestre entre os mestres da pintura portuguesa.
Do seu sempre amigo,
Rogério Martins Simões
11-08-2009 22:53:46
 
 

 

 

(REAL BORDALO)

 

 

REAL BORDALO
Rogério Martins Simões
 
Apanho o eléctrico amarelo à pendura,
Agacho-me para o condutor não ver,
O que as tintas, e pincéis de seda pura,
Imortalizaram numa tela sem perceber.
 
Miúdo traquina pendurado na pintura…
Brincando às escondidas sem saber,
Que um pincel o apanhou com ternura.
Viaja de graça num quadro sem o ter…
 
E salta para o chão em andamento.
Abala, embalo, travo e não me estalo…
E o Mestre pinta na tela o movimento.
 
E ficam as cores arco-íris nas telas.
Os putos, os eléctricos e as vielas.
Lisboa é toda sua! - Real Bordalo.
 
Lisboa, 30 de Janeiro de 2007
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 

 



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publicado por poetaromasi às 23:18
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Comentários:
De Maria de Fátima a 13 de Agosto de 2009 às 08:07
passo e deixo aquele abraço que
por ser de atraso
por ser devido
é abraço apertado e diz
obrigado, meu amigo
obrigada, digo por
não desistir-me
De Helder Fráguas a 15 de Agosto de 2009 às 12:35
Um perfil bem feito e fiel.
Helder Fráguas

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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