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Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

Às horas na batota por amoras... (republicado)

 

(Óleo sobre tela de autor desconhecido

 

Biblioteca da Direcção-Geral das Alfândegas e I.E.C.)

 

 

 

ÀS HORAS NA BATOTA POR AMORAS
(Rogério Martins Simões)
 
Andámos tanto tempo agarrados às horas…
Pendurados nos ponteiros e fazíamos batota,
Quando, amarrados às doze, comíamos amoras…
E das regras do tempo fazíamos letra morta.
 
Por vezes os meios-dias eram vagabundos:
Voltávamos a encontrar as seis e meia;
Não deixávamos abalar os segundos
E quando logravas partir era lua cheia
 
Sem ti, nos ponteiros, o relógio parava
Quando os ponteiros despiam as horas.
Não havia horas, sempre te encontrava.
 
Hoje, vi-te à janela, eras toda cidade.
Percorriam o teu corpo
as vielas da madrugada,
E trazias nos cabelos a noite,
Espreitando a tua lua sorridente…
Justamente hoje!
Quando me apeteciam as amoras…
26-10-2005 23:19
 
(Poema dedicado a Natália Correia)
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –
Processo n.º 2079/09)
 
 

 

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publicado por poetaromasi às 23:15
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De adélia espírito santo a 24 de Agosto de 2009 às 11:24
Ao ler-te, poeta, tive vontade de amoras
da boca ensanguentada dos beijos das bagas
das mãos misturadas nos arbustos vivos
de outras horas como as do teu relógio às doze
Tive vontade de renascer de não ter nascido de morrer e ressuscitar

sonhei que ia envolta num trapo azul
à caça das amoras

---------
Beijo-te, poeta, não quero saber quem és, se vives, se vais ou não ler o que te escrevo
Mas
beijo-te as mãos
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Ao ler-te, poeta, tive vontade de amoras <BR>da boca ensanguentada dos beijos das bagas <BR>das mãos misturadas nos arbustos vivos <BR>de outras horas como as do teu relógio às doze <BR>Tive vontade de renascer de não ter nascido de morrer e ressuscitar <BR><BR>sonhei que ia envolta num trapo azul <BR>à caça das amoras <BR><BR>--------- <BR>Beijo-te, poeta, não quero saber quem és, se vives, se vais ou não ler o que te escrevo <BR>Mas <BR>beijo-te as mãos <BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>adélia</A> espírito santo <BR>

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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