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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Cacida das pombas obscuras

 

 

(Vicent Van Gogh)

 

 

 

CACIDA DAS POMBAS OBSCURAS
 
Federico García Lorca
 
Pelos ramos do loureiro
vão duas pombas obscuras.
Uma delas era o sol
e a outra era a lua.
«Vizinhas, sabeis aonde
está a minha sepultura?»
«Nesta cauda», diz o sol.
«Nesta garganta», diz a lua.
E eu que estava caminhando
com terra pela cintura,
vi duas águias de neve
e uma moça desnuda.
Uma delas era outra
e a moça era nenhuma.
«Águias, sabeis aonde
está a minha sepultura?»
«Nesta cauda», diz o sol.
«Nesta garganta», diz a lua.
Pelos ramos do loureiro
andam duas pombas nuas.
Uma delas era a outra,
As duas eram nenhuma.
 
(tradução: Eugénio de Andrade)
 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página
publicado por poetaromasi às 00:00
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Comentários:
De Helder Fráguas a 15 de Outubro de 2009 às 07:39
Excelente citação.
helder F´ráguas

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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