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Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Adriana Marques - cantora brasileira


 

 

(VIDA)

 

(Óleo sobre tela da minha companheira

 

Elisabete Maria Sombreireiro Palma)

 

O vídeo que se segue é da cantora brasileira, Adriana Marques, neta de um português natural de Lisboa.

A Adriana está no Facebook “Poesias e canções”, faz parte dos meus amigos, e tem mais canções no Youtube.

É admiradora da pintura da minha linda companheira, da Elisabete Sombreireiro Palma e da minha poesia.

A Adriana, como podem escutar, tem uma linda voz.

Raramente contacto alguém por “chat”, ou por outro meio à excepção do correio electrónico, como o fiz há dois dias. Falámos de poesia, da pintura da minha esposa, da vida, dos nossos problemas de saúde... de esperança.

 

No seguimento das palavras que trocámos resolvi dar a conhecer esta linda voz e, ao mesmo tempo, deixar palavras de esperança e de luta.

 

O poema que segue foi escrito por sofrer da doença de Parkinson. Todavia, existem seres humanos que sofrem muito mais; que têm problemas de saúde mais graves. A doença não escolhe as idades!

Deixo-vos com o meu poema O CÉU PODE ESPERAR!, dedicado à Adriana Marques enquanto escutam uma das suas canções.

(NOTA: PARA PARAR O VÍDEO BASTA CARREGAR NO || )

 

Para todos os que verdadeiramente sofrem, esperança, pois o céu pode esperar…

Rogério Martins Simões

 



 



 



 

O CÉU PODE ESPERAR...

Rogério Martins Simões

 

Com a delicadeza de Tua mão,

Nas Tuas mãos.

Com a mão na minha consciência;

Consciente dos meus actos,

Parcos e isolados:

Eu me denuncio.

Eu me fortaleço.

E cresço.

Eu me alindo.

E deslindo...

Quem me dera ser

Um pedaço de céu!

 

Mas o céu pode esperar...

 

Espera!

Devolve-me o meu sorriso.

Toca-me ao menos ao de leve,

No meu movimento, no rosto,

E leva para longe

Esta incerteza...

Este meu desgosto!

 

Vem!

Sopra sobre mim!

Pesadas estão as minhas mãos

Que não desarmam!

Baralham-se!

Confundem-se!

Desalinham-se!

Desarticulam-se!

Que se cuide a natureza,

Que me deu este estar,

Pois a irei combater

Para ser…

 

E o céu pode esperar.

 

Que Te importa que continue?

Qual o mal que isso Te trás?

Traz-me vivo na esperança.

Eis a Tua fortaleza

Que aliada à minha fraqueza

Me renova.

E cresço.

Me alindo.

E deslindo.

Quem me dera ser

Feliz e não sofrer.

E o céu pode ir indo…

Indo para onde quiser

Que espere!

Pois não estou preparado!

 

Coloca as Tuas mãos nos meus cabelos

E deixa-me de novo sorrir.

 

24-01-2005

(Registado no Ministério da Cultura

Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

 

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publicado por poetaromasi às 22:29
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Comentários:
De Poesias e Canções a 21 de Novembro de 2009 às 02:32
Aos meus amigos de tão longe que tornaram-se próximos!
Obrigada a ti e tb a tua querida esposa;
Fiquei tão feliz com seu pos ,com teu versos...eles tocaram-me fundo o coração e todos os dias quando acordo penso...o céu pode esperar...
Apesar de vc não ter feito referencia a bíblia sagrada ou talvez nem saber ,nela está registrado um verso no livro de Zacarias no capítulo 9 vrs 12 ,uma palavra que fala a respeito de votar a fortaleza,e de que somos sim prisioneiros da esperança...e que haverá restituição para aqueles que crerem nisso.
Estou certa de que este não foi apenas mais um de seus poemas ,mas foi um poema escrito na presença de Deus,pois deus está presente quendo ninguém está...ele nos abraça e conforta,nos mostra que sempre haverá segurança além da curva onde só ele pode enxergar!
Deus te abençoe e recupere tua saúde e de tua esposa por inteiro,porque já posso crer que a minha já está retornando!
Obrigada pelo carinho tão lindamente demonstrado aqui!
Deus te abençoe;
Adriana
De poetaromasi a 21 de Novembro de 2009 às 16:44
Adriana, boa tarde,

Ficamos felizes por saber que irás lutar... Afinal tudo está melhorando.

deixo-te com outro poema

JESUS
Rogério Martins Simões

Na terra nasceu.
Na terra brincou.
Na terra aprendeu.
Na terra ensinou.
A terra lhe cedeu
Os frutos e o mel.
O homem lhe deu
O vinagre e o fel.
Alguém o viu
Carregar a cruz.
De branco se vestiu
Seu nome era Luz.
Era poeta.
Era sonhador.
Filho e profeta.
Deus do amor.
Cordeiro imolado:
Quem tanto amou!
Da morte libertado
Ressuscitou.

Voltou! Da luz:
De luz revestido
De branco cingido,
Seu nome, Jesus.

MECO sexta-feira, 10 de Abril de 2009


De Adriana a 22 de Novembro de 2009 às 03:51
"O choro pode durar uma nooooooooooooooite inteira,mas a alegria vem ao amanhecer!"
Vivo prá crer nas promessas de vida que Deus tem prá mim !Viverei!Viverás!
Obrigada meus amigos galegos!!Rsrsrsrs
hj mesmo falei de vcs em minha igreja e do quanto me abençoastes com tuas palavras dizendo:o céu pode esperar...esta foi a resposta do céu que precisava ouvir para saber que tudo iria bem!
Deus te abençoe sempre e sempre!
De poetaromasi a 22 de Novembro de 2009 às 21:57
Boa noite. Estamos cada vez mais felizes por saber que tens de volta o sorriso, o riso, e uma mão cheia de amigos para te agarrarem. Mas esta de galegos…
Galegos em Portugal representou um corrente de trabalhadores imigrantes, esforçados, e muito dignos que vieram da Galiza – Espanha. Eu mesmo conheci vários galegos, povo bom e trabalhador. Grande parte eram donos de tavernas e mercearias. Hoje poucos restam como tal.
Por falar na Galiza, dos galegos, a Galiza fica a Norte de Portugal, é uma região autónoma de Espanha e tem Santiago de Compostela, onde estão os restos mortais do grande apóstolo Santiago, ou Tiago. Eu próprio já lá fui em oração dar um abraço ao Apostolo de Jesus Cristo. Tenho muita devoção a SANTIAGO e, como tal, peço-lhe a protecção de todos. Meti “uma cunha” para que ele te ajude e cure. S. Tiago é santo da minha devoção. Muitos, durante séculos percorreram muitos caminhos para visitarem Santiago. Os caminhos de Santiago, quiçá, já foram percorridos pelos teus antepassados, tal como o foram por mim, apesar de ter feito a viagem de carro.
De todos os pontos da Europa partem, todos os anos, a pé com destino a Santiago. Já ouvi relatos de viagem extraordinários.
Agora que já falámos, deixo-te com o meu poema esperança.
Cumprimentos da Bete e meus,


ESPERANÇA
Rogério Martins Simões

Entrelaço os meus dedos nos teus:
Vivas ilusões, ténues lembranças.
Foram inatingíveis os versos meus,
Outono breve, poucas esperanças.

Ateámos o fogo nas estrelas dos céus.
Mapeávamos nossos corpos de danças.
Encontros e desencontros não são réus…
Presos não estamos, procuro mudanças.

Agora, adorno enigmas bordados de cruz.
Cintilam horizontes de esperança e luz.
Meu fogo arde no mais puro cristal.

E se na alquimia busco a perfeição,
Respondo às interrogações do coração,
Descubro no amor a pedra filosofal.

Lisboa, 02-10-2006 23:58

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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