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Sábado, 27 de Março de 2010

Construção

 

 

(Foto de Rogério Simões)

 

CONSTRUÇÃO

Romasi

Rogério Martins Simões

 

Passo a passo,

passo em corrida o cansaço,

lembro como fui construindo

este espaço,

tão pequenino;

troquei um abraço…

esqueci o cansaço:

Era tão lindo o menino.

 

Passo a passo,

acelerei a corrida,

recordo como fui construindo

este espaço;

soltei asas de seda fina,

aparei a vida:

Era tão linda a menina.

 

Hoje, quis Deus

que escrevesse

os únicos passos importantes

da minha vida.

Que importa, sequer,

recordar horas más,

castelos de areia,

que os meus passos

foram deixando para trás...

 

Passo a passo,

Chego ao final da construção.

Malmequer; bem-me-quer…

Eu vi duas flores de algodão!

 

Lisboa, 1987

(Registado no Ministério da Cultura

Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

 

 

 

 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página
publicado por poetaromasi às 18:49
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Comentários:
De Anónimo a 29 de Março de 2010 às 22:33
Este poema é lindo, tal como tantos outros que li neste site. sinceramente, tem um jeito e sensibilidade incrivel para escrever, acho que deveria escrever um livro.

E eu como também adoro poemas, principalmente de amor, escrevi um para saber o que acha:


És a luz da minha paixão

És a luz que eu quero que ilumine os meus dias
És o sonho que eu quero que dê vida às minhas noites
És chama que eu quero que me aqueça nas noites de Inverno
És o vento que eu quero que me sopre nas tardes de Verão
És o sorriso que eu quero que me invada os lábios quando estou triste
És a lágrima que eu quero que me molhe a cara quando estou feliz
És a palavra que eu quero ouvir quando não encontro solução
És a música que eu quero que me lembre o amor
És a esperança que eu quero sentir quando só me acontecem desgraças
És ilusão que eu quero ver quando tu não estás aqui
És o abraço que eu quero sentir quando preciso de alguém
És o beijo que eu quero dar e lembrar-me para sempre
És a pessoa que eu quero amar e viver uma vida eterna
És a pessoa que eu mais odeio por tanto te amar e saber que não sou correspondida

by: Ana


De poetaromasi a 30 de Março de 2010 às 00:11
Ana, boa noite e obrigado,

Tenho 60 anos de idade e passei toda uma vida a escrever e a rasgar poesia.
Talvez por isso só me atrevi a divulgar o que escrevo há mais de 40 anos, em 2004.

Poemas e cartas de amor todos escrevem, umas mais poéticas; outras mais sintéticas…

Foi editada a poesia, linda, de Florbela Espanca, publicações Dom Quixote. A resposta à questão que coloca está lá. È um livro precioso que se “devora” num sopro. Poesia sofrida, poemas de amor.

No meu caso, tenho sempre à cabeceira o “livro de versos” de Álvaro de Campos.


De luadoceu a 30 de Março de 2010 às 11:35
Tão lindo
Gostei muito
Obrigada e boa Pascoa para si e familia

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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