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Domingo, 27 de Agosto de 2006

A MONTANHA

(Foto de José Augusto Simões - da autoria do padre pedro)

(José Augusto Simões)

Este será, certamente, um marco importante na minha vida. Meu pai com 84 anos, poeta e homem bom voltou a escrever um magnífico poema.

Os poetas são assim. De repente quando menos se espera ressuscitam nas palavras

Reparto convosco este momento de muita felicidade, pois desta vez - meu mestre - resistiu à tentação de escrever e não rasgar.

Por vezes um homem chora. Hoje choro de felicidade com a beleza deste poema

Pai,

Que montanha nos reserva o futuro...

Se o futuro passou sempre por suas mãos...

Beijo as suas mãos, meu querido pai!

 

A MONTANHA

(José Augusto Simões)

 

Subi a montanha

Para ver a beleza

Queria falar sozinho

Com a natureza

 

Olhei para o céu

Mas não vi ninguém

Só vi umas nuvens

Em forma de véu

 

Ao chegar ao alto

Era muito cedo

Havia uma voz

- Tu não tenhas medo

 

Chegando ao cimo

Logo me deitei

Tudo era um sonho

Quando acordei

 

Desconhecia tudo

Não sabia nada...

Queria subir mais alto

Mas não tinha estrada

 

Olhei para o lado

E vi um caminho

Uma voz me disse

Não subas sozinho

 

Pensei duas vezes

Não quis arriscar

Do alto do monte

Já só via o mar

 

Como era tarde

Pensei em descer

O medo era tanto

Que me fez tremer

 

Assim a tremer

Vi uma escadaria

Desci por ela

Vi o que queria...

15/8/2006

www.PRchecker.infowww.PRchecker.info Poemas de amor e dor conteúdo da página
ano do poema: 2006 Quadras do meu pai
publicado por poetaromasi às 23:33
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Comentários:
De batista filho a 28 de Agosto de 2006 às 17:30
Gostaria também de registrar o quanto gostei do post anterior: o poema sobre o carrossel. Parabéns, amigo!
De batista filho a 28 de Agosto de 2006 às 17:27
Fiquei por demais feliz de encontrar esse clima gostoso: encontro de dois poetas do melhor quilate - pai e filho! ### Deixo o meu abraço fraterno aos dois.

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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