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Quarta-feira, 14 de Abril de 2010

Viajo no tempo...

 

 

VIAJO NO TEMPO

Rogério Martins Simões

 

Viajo no tempo.

Sempre o tempo!

Que tempo imaginas que te resta?

Resta-me um tempo juncado de saudades.

Resta-me um tempo que não se presta

a inventar caminhos longos e invisíveis

pois nunca os irei ver.

 

Planos!

Projecções?

Ou convicções?

Estou convicto

 que não concretizarei

os sonhos que não tive.

Sonhos tive!

Sonhos têm

quem de sonhos vive…

 

Passo acelerado por memórias,

recônditas recordações

que me afastaram do sonho.

 

Glórias?

Tenho a cabeça cheia de emoções,

de sentimentos e histórias

que não me deixam viver...

 

Pára de pensar!

Pára de viajar!

Recusa rever

a longa caminhada

que queres esquecer...

 

“Os olhos doem só de olhar!

Os dentes rangem sem morder!

As palavras irrompem sem querer!

As lágrimas correm só de pensar!”

 

Não!

Não regresses com os sonhos difusos.

Como geres o tempo magro que te resta?

Sentimentos confusos?

Ilusões sub-reptícias interligadas

e ilusórias de fim de festa...

 

Sim!

Estou farto de estar aqui

onde este corpo me prende

e não me deixa regressar...

 

Foi numa festa esquecida...

que prometeste ficar...

 

Lisboa, 18-02-2010 23:01:59

 

(Diálogos da alma e do poeta)

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página
publicado por poetaromasi às 00:00
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Comentários:
De Rita a 14 de Abril de 2010 às 23:22
Que poema fantástico! Parabéns!
De poetaromasi a 15 de Abril de 2010 às 15:56
Muito obrigado pelo comentário

David Mourão Ferreira, num poema dedicado a Isadora Duncam, publicado em 1954, escreveu:
“Nasci quando morreste.
Por isso trago nostalgia
Dos movimentos puros que tiveste.”

E noutro poema que muito gosto e que em parte transcrevo, escreveu o grande David Mourão Ferreira:

Dizes coisas peremptórias
Mas quase sempre inexactas
Ó corpo que és só sósia
De outro que trago na alma

Dizes que pouco te importa
Ser esta ou não a Cidade
Dizes que não te recordas
E que nem quer´s recordar-te
Ou dizes que não te ocorre
Mas eu digo Aqui morámos
Num tempo aquém da memória
Feito de inúmeros passados…
………………………………
Rogério Martins Simões
De Simbologia do aMoR a 16 de Abril de 2010 às 20:35
Lindo poema!

Parabéns.
De MARGARIDA MARTINS a 18 de Abril de 2010 às 11:49
Querido Rogério
É sempre tão bom vir ao seu blog e restaurar as nossas energias com a sua poesia.
Meu amigo temos que nos voltar a encontrar.
Um grande beijo para a Bete e outro para si.

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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