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Quarta-feira, 12 de Maio de 2010

Eu

 

Eu

Florbela Espanca

 

Eu sou a que no mundo anda perdida,

Eu sou a que na vida não tem norte,

Sou a irmã do Sonho, e desta sorte

Sou a crucificada... a dolorida...

 

Sombra de névoa ténue e esvaecida,

E que o destino amargo, triste e forte,

Impele brutalmente para a morte!

Alma de luto sempre incompreendida!...

 

Sou aquela que passa e ninguém vê...

Sou a que chamam triste sem o ser...

Sou a que chora sem saber porquê...

 

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,

Alguém que veio ao mundo pra me ver

E que nunca na vida me encontrou!

Poemas de amor e dor conteúdo da página
publicado por poetaromasi às 00:05
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Comentários:
De Regina a 12 de Maio de 2010 às 17:27
A minha predilecta, e das mais belas poesias dela...como sempre cheias de sentimentos profundos.
Gostei do seu blog...tanto que copiei a musica :) lindissima por sinal.
Bjs
De Valdecy da Costa Alves a 12 de Maio de 2010 às 18:11
Amigos poetas blogueiros, parabéns por utilizarem a internet como forma de dividir com o mundo o seu pensar, o seu compreender, desempenhando a missão do poeta que é se afirmar como ser humano, sobretudo perante si mesmo, captar os arquétipos coletivos de sua época e princípios universais, permitindo após compreender-se ou não compreender-se, que pela sua obra os da sua época tenham referência alternativa para fazer a leitura do mundo e as gerações posteriores entenderem a própria história da humanidade. Tudo temperado pelo sonho, pela sensibilidade e pela utopia. PASSOU A ÉPOCA DE ESCREVERMOS E GUARDAR NA GAVETA NOSSAS CRIAÇÕES DEPOIS DOS MAIS PRÓXIMOS FINGIREM TER LIDO PARA NOS AGRADAR. Através do meu blog quero aprensentar-lhes a video-poesia, que usa várias linguagens de uma só feita, a serviço do texto. Se gostar divulgue e compartilhe com os seus contatos. Acessar em:

www.valdecyalves.blogspot.com
De Anónimo a 16 de Maio de 2010 às 20:34
Adoro poesia esta esta excelente bjs cris
De desabafosmanuelrocas.blogspot.com a 21 de Maio de 2010 às 17:28
excelente mesmo.. cada verso.. cada palavra, tudo bem cuidado e sentido, gosto muito de Florbela Espanca..
muito bom o blog.
De Dalva a 2 de Junho de 2010 às 01:32
Como estas, querido poeta!
por aqui.. vamos levando .. dias bem outros nem tanto
visita lo é sempre um prazer...
assim como ler o que publicas
Bela poesia...de Florbela Espanca ...que sensibilidade
ando ultimamente a escrever e paródias e versos fazer
mas tudo ligado a vida do PcP... aí vai... rsrs

Faço tratamento
Tomo uma remediada
Sifrol e comtan
E mais a Prolopada
Mas pense bem..
isto não cura nada
E depois de uns anos
Até dá uma piorada

UM BOM ABRAÇO
vamos acreditar e não perder as esperanças!

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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