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Quarta-feira, 2 de Junho de 2010

Quero ser livre e voar

 

 

 

 

Quero ser livre e voar

Rogério Martins Simões

 

A incerteza me leva, espreita.

O silêncio rasteja, chocalha.

A angústia derruba e ajeita;

Ajeita e a minha sorte baralha.

 

Sinto que o peso desta maleita,

Aceita o que na sorte nos calha...

Tudo me prende e me sujeita:

À dor que este meu corpo talha.

 

E se as mãos perderam o jeito…

Com o peso que levo no peito

Estou pronto para debandar.

 

Nas asas estendidas do vento

Sorrindo da dor e do tormento

Corpo; quero ser livre e voar...

 

Lisboa, 30-05-2010 23:23:16

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página
publicado por poetaromasi às 17:53
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Comentários:
De gatinhafofa a 3 de Junho de 2010 às 09:56
eu tambem gostava de ser livre e poder voar para onde eu quisesse. mas infelizmente a vida nao me permite fazer muita coisa e por vezes sinto-me desiludida.... beijinhos e abraços!!! see ya
De luadoceu a 3 de Junho de 2010 às 14:22
È tão bom ser livre, mas livre e com responsabilidades, mas livre e poder voar, mesmo que acompanhado
Sabes rimar....))
Um abraço e bom feriado
De Regina a 3 de Junho de 2010 às 22:43
Tantos que são livres e não conseguem voar, outros voam ainda presos a ilusões...
Ser livre e voar depende de cada um, pelo que podemos estar presos e ser livres, não ter asas e conseguir voar bem alto... Bjs
De poetaromasi a 4 de Junho de 2010 às 00:16
Para quem conhece o que escrevo sabe que a poesia me serve de catarse naqueles momentos em que a dor pretende dominar. Este poema foi escrito num desses momentos e é fruto de mais um momento em que o tremor provocado pela doença de Parkinson parece querer tomar conta de mim.

Muitas vezes prefiro escrever do que “obscurecido por nuvens de lágrimas” “medito com serenidade” mas seguramente não procuro o “esmorecimento”.

Deixo aqui algumas palavras de Xico Xavier que procuro acatar para que possa ter um futuro menos negro. Todavia pretendo voar e nada me impedirá de partir nas asas do vento sem coração magoado.

Para aqueles que sofrem aconselho vivamente a lerem este extraordinário livro:
RUMO CERTO psicografado por Francisco Cândido Xavier, sendo seu autor espiritual EMMANUEL


“Se chegaste a instante assim, obscurecido por nuvens de lágrimas, arrima-te à paciência, ouve a fé, aconselha-te com a reflexão e medita com a serenidade, mas não procures a opinião de esmorecimento.
Desânimo é fruto envenenado da ilusão que alimentamos a nosso respeito. Ele nos faz sentir pretensamente superiores a milhares de irmãos que, retendo qualidades não menos dignas que as nossas, carregam por amor fardos de sacrifício, dos quais diminutas parcelas nos esmagariam os ombros.

Venha o desânimo como vier, certifica-te de que a forma ideal para arredar-lhe a sombra será compreender, auxiliar e servir sempre.

Guardes o coração conturbado ou ferido, magoado ou desfalecente, serve em favor dos que te amparem ou desajudem, entendam ou caluniem.
Ainda que todos os apoios humanos te falhem de improviso, nada precisas temer.
Tens contigo, à frente e à retaguarda, à esquerda e à direita, a força do companheiro invisível que te resolve os problemas sem perguntar e que te provê com todos os recursos indispensáveis à paz e à sustentação de teus dias. Ele que ama, trabalha e serve sem descanso, espera que ames, trabalhes e sirvas quanto possas.
Sem que o saibas, ele te acompanha os pequeninos progressos e se regozija com os teus mais íntimos triunfos, assegurando-te tranquilidade e vitória. Ele que te salvou ontem, salvará também hoje.
Em qualquer tempo, lugar, dia ou circunstância, em que te sintas à beira da queda na tentação ou na angustia, chama por Ele.
Ele te atenderá pelo nome de Deus.”
XICO XAVIER
(RUMO CERTO)”
De luadoceu a 4 de Junho de 2010 às 20:20
....))
Bom fds
De Ivo a 6 de Julho de 2012 às 23:31
Gostei muito do seu poema :)
Parabéns!

De norma a 1 de Março de 2013 às 21:02
A liberdade é sentir no peito uma alma livre voando entre sonhos e realidades. Norma

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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