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Terça-feira, 19 de Outubro de 2010

Parabéns Elisabete Maria Sombreireiro Palma

 

 

 

 

19/10/2010

PARABÉNS ELISABETE; MINHA DOCE COMPANHEIRA DE VIAGEM

 

Conheci a minha actual companheira e esposa, Elisabete Maria Sombreireiro Palma, em 1989.

Posso mesmo acrescentar que para além de me ter impulsionado e inspirado a criação da minha nova poesia, na sua maioria a si dedicada, ela é a minha maior crítica literária e impediu que o Rogério Simões rasgasse os poemas que restavam, escritos por Romasi, que a ela não foram dedicados ou que não foi a sua musa inspiradora.

 

Falar da minha companheira, é falar de amor, de solidariedade, de gosto e arte, de cultura, de trabalho e muita doação!

 

É trazer para a poesia os cheiros e as cores do seu Alentejo, que tão bem retrata nas suas telas.

 

Mas falar de Elisabete Palma é também falar de perda; de muita dor, porque para além da voz com que bem cantava o fado de Coimbra e o canto alentejano, perdeu o seu filho, o Ricardo, num acidente de mota em 1989. Tinha apenas 18 anos!

 

A Elisabete Sombreireiro Palma é fermento, trigo, centeio, poejo e papoila.

A Bete é toda a campina em flor!

Parabéns Bete,

Do teu marido,

 

Rogério Martins Simões

 

 

 

 

 

 

RECORTE NA PLANÍCIE

Rogério Martins Simões

Venho de um tempo de Inverno,

quando a noite mais tempo toma.

Sou fruto de um vagar eterno

quando o trabalho não retoma…

Do frio a cortiça protege o sobreiro.

À lareira cerzia panos de linho.

Chovia lá fora, era Fevereiro,

sou filha do amor; lenha de azinho.

Foram longos os meses de espera!

- Seara! Aprendi a bailar contigo!

E foi a mais linda Primavera,

e minha mãe cantava comigo:

- “Semeei este amor de Inverno,

Papoila! Ventre da Primavera.

Bago de trigo; Verão eterno,

Outono! Vida! Minha quimera.”

E o Verão foi ainda mais quente!

Mas o Outono é a minha estação!

a minha mãe carregou a semente,

verde foi o fruto do seu coração.

- Ceifa-se no Verão

o que Outono é servido...

sinto dar a mão…

que lindo vestido!

Se voltar a Beja,

que me viu nascer

e beija,

Estarei ao postigo!

Sua bênção, minha mãe,

sei que estás comigo!


19-10-2006

(Poema dedicado, e oferecida, à minha companheira

Elisabete Sombreireiro Palma, no seu dia de aniversário)

(Registado no Ministério da Cultura

Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

Poemas de amor e dor conteúdo da página
publicado por poetaromasi às 00:00
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Comentários:
De Loup Garou a 19 de Outubro de 2010 às 14:00
É fantástico e uma grande prova de amor o poema que lhe dedica. Já vi que gosta mesmo de viver.
Abraço
De poetaromasi a 19 de Outubro de 2010 às 22:16
Muito obrigado pelo comentário e gratidão pelo grande significado das suas palavras, para mim.
Sim queria viver, desejo viver, que mais não fosse pela companhia que Deus me deu. Mas, por vezes peço a Deus que me leve quando já não me puder mexer.
Deus o abençoe pelo bem que me fizeram ao comentarem no dia de hoje.
Rogério Martins Simões
De Carlos Pereira a 19 de Outubro de 2010 às 14:35
Caro POETA Rogério;

O seu amor é tão GRANDE quanto a sua ENORME poesia.
Um dia muito feliz para vós, na passagem do aniversário da sua dedicada companheira.
Um forte abraço.
De poetaromasi a 19 de Outubro de 2010 às 22:09
Amigo e poeta Carlos Pereira, boa noite e a minha gratidão pelas suas palavras. Acabo de chegar a casa, fomos jantar fora com o filho e o neto da minha companheira. Há bastante tempo que não saíamos à noite; a noite mete medo. Pior que a noite, a minha tristeza por mais uma vez piorar no dia de anos da Bete. Hoje tremia muito e até me sentia mal, a vida é mesmo assim e a Parkinson prega estas partidas.
Desculpe o desabafo estou feliz pelo aniversário da minha esposa mas, ao mesmo tempo, tive vontade de fugir de mim, de me meter debaixo da mesa. Já passou, aqui estou tentando com a escrita recuperar alma e acalmar o corpo. Um grande abraço de amizade,
Rogério Martins Simões
De Autor Louva a Sua Obra a 25 de Outubro de 2010 às 11:44
Grande sensibilidade literária.

Muitos Parabéns e boa escrita.

Felicidades.

http://auctor-opus-laudat.blogspot.com/

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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