(Imagem - Tempestade - óleo sobre tela -Elisabete Maria Sombreireiro Palma)



Domingo, 30 de Setembro de 2007

Award´s, selos de cirandas e prémios recebidos

SELOS DE PARTICIPAÇÕES EM “CIRANDAS” DE POESIA

 

PRÉMIOS RECEBIDOS E OUTRAS DISTINÇÕES

Os links estão ao lado

.

Banner da autoria de Anne Muller



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não chores por mim, não chores, sabiá…

Rogério Martins Simões

 

Debaixo do sabiá está um homem a descansar

Dorme, dorme, cortador que sabiá não é pinho…

-Dorme, trabalhador que sabiá te vai abrigar!

-Sabiá onde estás? Oh meu lindo passarinho?

 

-Toma cuidado oh sabiá não o deixes acordar

Num galho de um sabiá, o sabiá faz o ninho

Vai-te embora oh caçador que sabiá quer pular,

Do cimo do sabiá, para a mata de rosmaninho

 

Uniram-se os sabiá e o homem ficou ao sol…

Debaixo do sabiá está agora um guarda-sol

Volta sabiá! Canta sabiá que alegria já não há

 

Eu vi um sabiá com uma semente no bico

Deitou-a a meus pés, eu com ela não fico

Volta a dar sombra sabiá! Vem cantar sabiá!

Lisboa, 13 de Março de 2007

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ano do poema: Página para actualizar
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Sexta-feira, 28 de Setembro de 2007

A menina dança?

 

(Quadro do Metropolitan Museam of art)

 

 

A MENINA DANÇA?

Rogério Martins Simões

 

A menina dança? Vamos dançar?

Acerto o passo! Pula a paixão…

Olha-me nos seios, sobe a visão…

Olho-o nos olhos querem beijar.

 

Aperta, e abraça, bate o coração…

Somos os reis da festa: bonito par!

Sobe o compasso, protejo com a mão…

Você namora? Vamos namorar!

 

O tempo passa, resta a recordação:

Como é sua graça? Vamos casar!

Apagaram a luz, a noite e o luar…

A senhora dança? Agora não…

 

Minha mãe está bem assim?

Lavei no rio o meu corpo criado

Visto cambraia! Não visto cetim…

Seios de carmim e corpo cansado!

 

Lisboa, 22-09-2007 23:36:37

(Dedicado aos meus amigos dos blogs do jornal SOL)

 

 

ano do poema: 2007
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Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

Primavera - Daniel Cristal

 

PRIMAVERA
Daniel Cristal

 

A minha Primavera é o teu sorriso;
por isso, não tem tempo, não tem ano,
nem na cronologia qualquer dia.
Ela é a alegria dentro do ser sano!

 

Pode mudar o tempo, pode até mudar
as rotas do Rei-Sol, a translação
de estrelas e cometas, que o teu olhar
traz os prazeres da vida ao coração.

 

Ela anula as dores cruéis do corpo e alma
transforma o que é triste em alegria
na dádiva do amor - a imensa palma
que traz felicidade ao dia-a-dia.

 

Logo, o teu sorriso é a Primavera
que gera a alegria duma espera!

 

PORTUGAL

 

ano do poema: Daniel Cristal
publicado por poetaromasi às 23:07
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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007

Reencarnação - Daniel Cristal

 

 

Reencarnação
 
Daniel Cristal
 
 
Preciso de outro corpo que sustenha
o brilho da firmeza, tida outrora,
e que guarde esta alma com a senha
duma senda vivida nesta hora...
 
Preciso de emigrar, de transumância,
de nova encarnação num outro corpo,
porque este já não firma a elegância,
e a um fácil desafio cai de borco.
 
Preciso de dizer um obrigado
a todo o amigo-companheiro,
e despedir-me assim do ser amado...
 
Irei voltar na forma de um obreiro
que continua a obra inacabada,
recordando a senha decorada.
 
2007.Portugal

 


 

 

de poesia

 

 

 

POESIA Y ALGO MAS

 

Quero agradecer à poetisa Anne MÜLLER o convite que me remeteu para mandar poemas  para a Argentina.

Quero agradecer a MARIA ELENA Sancho

 A tradução e adaptação poética para castelhano do meu poema inédito, “A MENINA DANÇA?”, e a sua gravação em mp3

OBRIGADO;
Rogério Martins Simões

ano do poema: Daniel Cristal
publicado por poetaromasi às 22:56
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Terça-feira, 25 de Setembro de 2007

Meus seios & Preliminar - DUETO - Daniel Cristal Efigénia Coutinho

 

 

Efigênia Coutinho   &     Daniel Cristal 

 

   Duetos

 

Meus Seios
Efigênia Coutinho

Meus seios, por onde desnuda-me
latentes fantasias um fogo ateia
de um Inverno vindo, cintila,
por tua boca na espera...

Meus seios, levo-te à boca,
lês dormentes segredos e deleita-se
ao beber o néctar, gostas de afagos
do aroma mais fundo do meu ser...

Meus seios, os beija faminto
caça-me fêmea da ébria loucura
com tua língua de veludo.

Meus seios, delicio ao deleite nas
labaredas da tua língua, ao meio
das coxas vaza o teu pelo meu desejo!

MAIO 2006 Balneário Camboriú

PRELIMINAR
Daniel Cristal

É na língua que está a fantasia
da tua-minha alegria, preliminar
de um modo de amar o mar
que se aviva no dia da alegoria...

A língua e o beiço, teu e meu,
a onda na nossa vaga cunilíngua;
ela eleva-se à força dessa míngua
que nasceu do desejo camafeu.

Feia que seja, és semipreciosa!
Pedra areia cheia desse beijo
que arredonda o seixo... és gulosa.

Nata batida faz gostoso queijo,
a onda violentada, maré-viva,
capricho de sereia, a mulher-diva.

21.05.2006
Portugal

ano do poema: DANIEL CRISTAL & EFIGÉNIA
publicado por poetaromasi às 14:11
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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007

PORTUGAL, NOSSO LAR - DANIEL CRISTAL

 

(ARMANDO FIGUEIREDO
O POETA

DANIEL CRISTAL)

 

Rogério Martins Simões tem a honra de receber no seu blog o grande poeta português DANIEL CRISTAL.

Falar em Daniel Cristal é falar num dos maiores poetas vivos de Portugal.

Mais uma vez obrigado ao poeta, a quem desejo muita saúde, e que Deus permita que permaneça muitos anos entre nós, que muito o admiramos.

ROMASI

 

 

ano do poema: DANIEL CRISTAL
publicado por poetaromasi às 00:32
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Sábado, 22 de Setembro de 2007

Abri a janela do meu quarto

 

 

 

Abri a janela do meu quarto

Rogério Martins Simões

 

Abri a janela do meu quarto,

Era ainda manhã,

Em cima da mesa estava o coração!

Reparei na moldura,

Passei discreto,

Eram tempos de hesitação!

 

Que segredos guardam meus passos?

Que tristezas guiam meus conflitos?

Acabei por descobrir os meus laços,

Percorrendo sempre os meus gritos!

 

Corri para o canteiro do lugar

Recolhi um botão de formosura,

Que atento coloquei ao luar.

 

Era noite, cedo tarda a noite,

Porque cedo amanhece o dia!

Que fado é a saudade

Da mesa do meu quarto

Que a felicidade é ter-te à mesa,

Servir-te este caldo farto

Num prato de sobremesa...

Esta rosa florida em botão.

Este instante de ternura e poesia,

Que neste momento te entrego em mão.

 

Sexta-feira, 4 de Julho de 2003

 

 

 

 

ano do poema: 2003
Notas: Rodrigo Leão\Dragão -Pasión
publicado por poetaromasi às 13:03
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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007

Tanta sede desatina...

 

 

 

TANTA SEDE DESATINA…
Rogério Martins Simões
 
Corre a água cristalina,
Mata a sede é fresca e pura,
Vai à fonte a menina,
Com espreitada formosura.
 
Alagada por sorrisos…
Com que corres à fonte:
De onde vêm os teus risos?
-Vêm do cimo do monte!
 
Tanta sede molha os seios…
Tanta sede desatina…
Vem a fonte por seus meios…
 
Corre a água cristalina,
Enche o cântaro é fresca e pura,
Não tem sede a formosura.
 
12/8/2005
publicado por poetaromasi às 00:25
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Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007

Vieram de longe

 

 


 

 

(Capela da Póvoa - Pampilhosa da Serra) 

 

 

 

 

 

Vieram de longe
Rogério Martins Simões
 
Vieram de longe de onde se avista a pinha!
De olhos esperançados e o rosto enrugado,
Com rugas do cansaço de trabalho na mina.
Sempre por perto porque longe fica ao lado…
 
Vieram para Lisboa para perto da linha:
Que os viu chegar no comboio apinhado.
Estrangeiros na sua terra; que estranha sina,
À procura de trabalho mais remunerado.
 
Trabalhavam, sol a sol, qual terra prometida.
Visitavam a aldeia já cansados da vida,
Onde colhiam os cachos e faziam o vinho…
 
Esventraram montes e derrubaram as colinas…
Construíram as pontes, cruzaram as esquinas!
E regressaram às aldeias no final do caminho…
 
2004-04-23
(Aos meus pais)
ano do poema: 2004
publicado por poetaromasi às 18:55
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Segunda-feira, 10 de Setembro de 2007

Filho de um deus qualquer

 

(Óleo sobre tela Elisabete Sombreireiro Palma)

 

 

 

Filho de um deus qualquer
Rogério Martins Simões
 
Se o meu clamor aos céus aprouvera,
Nada mais ousaria para ser feliz,
Saber voar, sonhar, então quisera,
Para fazer a paz como sempre quis!
 
Tal como num sonho ou numa quimera,
Descesse dos céus numa flor-de-lis,
Trazendo comigo a fértil Primavera,
Bendizendo os povos de qualquer país.
 
Que eu seja filho de um deus qualquer.
(Filho de um homem e de uma mulher!)
-Venho dos céus onde não há guerra!
 
A minha religião é fraterna e universal,
Só quero o amor numa entrega total!
Espírito da paz desce de novo à terra!
 
29-07-2004 20:20
Três anos de saudade!
(Ao meu querido primo
Luís Manuel Nunes de Almeida
Ex Presidente do Tribunal Constitucional
Faleceu em 6/9/2004)

 

 

 

 

 

 

 

 

ano do poema: 2004
publicado por poetaromasi às 01:29
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amrosaorvalho.gif

MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Solicita-se a quem os copiou alterando o nome, não respeitando o texto ou omitindo o seu autor que os apague ou os reponha na fórmula original com os respectivos créditos. Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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VOLTEI!

(Rogério Martins Simões)

Venho dos limites do tempo)

De uma galáxia qualquer

Já fui mar, já fui vento

Agora sou pensamento

Aparado em dado momento

No ventre de uma Mulher!


Meu corpo é magistral!

Brutal! Perfeito! Soberbo!

De início não era verbo

Agora sou o verbo ser


Tenho comigo segredos

Segredos do universo

Transporto no corpo recados

Escrevo em forma de verso.


Venho dos limites do tempo

Não sei o que fui e sou:

Deserto? Nascente?

Já fui Norte, já fui Sul

Pó astral, mar azul!

Luar, estrela cadente.


Eu me vou!

Partirei num cometa qualquer

E serei novamente pôr-do-sol.

Cor-de-rosa, aloendro, malmequer!


Voltei...Já cá estou…


Agora sou pensamento

Nascido em dado momento

Do ventre de uma Mulher!


23-09-2004 18:39


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    Cria o teu cartão de visita

    VOLTEI A ESCREVER
    E JÁ NÃO QUERIA

    Voltei a escrever e já não queria

    Pensava ter esquecido este meu versejar

    Ser poeta é criar e sofrer todo o dia

    Passar ao papel o que a alma encontrar.



    Este estado de alma que já não ousaria

    Que nos faz sofrer, para me encontrar,

    Deixa o meu corpo quando escrevo poesia,

    Nos poemas que ela cria, para me libertar.


    A ti que mais amo e sem querer

    Se fico triste e te faço sofrer

    Rosa eu te quero, rosas eu te dou.


    E se tu me vires distraído ou disperso

    Uma única coisa eu imploro e peço,

    Espera! A minha alma não regressou.


    Rogério Martins Simões