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Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2011

Rogério Martins Simões - poeta da alma

 

 

 

Foi por acaso que descobri este belo poema, do poeta João Raimundo Gonçalves, no blog Direito de Resposta.

Sou um Humilde poeta e não mereço esta linda homenagem à minha poesia.

Muito obrigado ao poeta e partilho convosco este seu poema com a respetiva autorização.

Bem-haja  - Amigo e grande poeta, João Raimundo Gonçalves.

 

 

Rogério Martins Simões – poeta da alma

(João Raimundo Gonçalves)


olho no teu rosto a esperança

segredo dum homem que se deu conta

toda tempestade traz bonança

ainda que instante breve tanto monta

*

olho no teu rosto a firmeza

olhos leais lábios expressivos da vontade

que por mais afoita seja a tristeza

na tua alma regurgita eterna a liberdade

 

*

olho palavras transpiram poesia

tão de tanto amor serenas nas memórias

por mais que o temporal seja de maresia

ergues na alma a força das vitórias

*

olho amor sem espera duma mulher

aroma que ameniza dor num homem irreverente

nem a Parkinson vence quando quer

nem a epilepsia anula a coragem que a alma sente

*

olho o encanto de versos que seduzem

o incitamento à coragem humana de tudo vencer

vida possuída de estrelas que reluzem

e que atraem mundos ansiosos por te conhecer

*

olho o homem de memória inteira

o poeta que encanta e maravilha a fantasia

de forma brilhante à doença toma dianteira

que viva nele eterna tão doce poesia

 


 

 

Poeta, João Raimundo Gonçalves


Fico quase sem estrelas,

pois as quero dar neste momento em que tomo conta, sem contar,

deste magnífico poema que quiseste dedicar.


Sabes, os poetas são assim: ternura e sensibilidade à flor da pele,

nobreza de sentimentos,

encantamentos e tudo isto e tanto mais os distingue dos demais.


Fazemos parte do universo da luz que reluz nos versos,

nos poemas com que nas noites calmas e serenas nos encontramos com o luar.


Desfolhamos pétalas sem ferir as flores.

Choramos todas as lágrimas num turbilhão de sentimentos

e ressuscitamos num verso.

Apanhamos o último barco onde não chegámos a entrar.


Sim! Fico sem estrelas mas cheio de luz!

Muito obrigado poeta por este momento que eternizo na minha alma.


Rogério Martins Simões

 

ROMASI

 

 

publicado por poetaromasi às 22:33
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Comentários:
De NEOABJECCIONISMO a 8 de Fevereiro de 2011 às 00:00
Olá Rogério...respira-se sublime beleza neste teu espaço maravilhoso...criatividade...musicalidade e poesia...estou emocionado com o apreço que sentes pelas palavras que tentam a tua alma enorme e bela de poeta...belo...muito belo...
um abraço e obrigado por este momento de intensa felicidade...
joão raimundo
De poetaporkedeusker a 8 de Fevereiro de 2011 às 14:15
E que bem que sabe um abraço destes, amigo! Que bem que sabe! :)

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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