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Terça-feira, 14 de Junho de 2011

Alentejo debruado a Arraiolos

 

Foto de Rogério Martins Simões

 

Alentejo, debruado a Arraiolos

Rogério Martins Simões

 

Na dourada planície alentejana,

Onde o sol penetra e tudo teima,

A falta de água, mísera e insana,

Quebra a vontade; abate e queima.

 

Nessa imensa e dourada pradaria,

Onde o vento de suão seca a cortiça…

Leva consigo, numa lenta agonia,

O suor a que chamam de preguiça.

 

Mas, o Alentejo é belo e majestoso!

Quem o ama chama-lhe de formoso.

Quem parte, volta! Nunca diz adeus.

 

Por isso há sempre vozes em coro.

Canto alentejano em vez de choro.

A alma alentejana é força de Deus!

19-04-2005

 

(Registado no Ministério da Cultura

Inspeção-Geral das Atividades Culturais I.G.A.C.

Processo n.º 2079/09)

 

 

 

 

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publicado por poetaromasi às 00:29
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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