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Quarta-feira, 12 de Outubro de 2011

A minha poesia de homem solto...

A MINHA POESIA DE HOMEM SOLTO

Rogério Martins Simões

 

Lancei ao vento,

O meu pensamento emigrante,

A minha poesia de homem solto.

E colhi, por cada palavra,

A aragem fresca da manhã.

E disse-me “suor do campo”:

-Toma o meu pólen de flor liberta

E compartilhemos o saco da fruta madura.

 

Lancei ao vento,

O meu pensamento emigrante,

A minha poesia de homem solto.

E tomei, de madrugada,

O “mata-bicho” em fato-macaco.

E disse-me o sujo de fábrica:

-Toma o arado,

A faca por mim feita,

E comeremos também

a fruta madura.

 

Lancei ao vento

O meu pensamento emigrante,

A minha poesia de homem solto,

E colhi por cada palavra,

Na palavra, a onda calma.

E disse-me o mestre da traineira:

- Toma esta rede!

- E come também

este cardume de vida,

Tão cheio dos nossos mortos,

E repartamos o saco da fruta madura.

 

Lancei ao vento

O meu pensamento emigrante,

A minha poesia de homem solto,

E colhi em toda a palavra

Um estilo novo;

Numa amizade velha…

E, num arranha-céus da construção civil,

Petiscámos todos:

O peixe vivo.

A carne fresca.

A fruta madura.

O mosto da uva.

Servidos pelo pólen da poesia livre

Colhendo a cada instante

A união do trabalho das forças produtivas.

 

Deixo-vos aqui

O meu pensamento emigrante,

A minha poesia de homem solto…

 

1984

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página
publicado por poetaromasi às 21:32
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Comentários:
De sandra a 15 de Outubro de 2011 às 00:36
Gostei do blog!

Inteligente e poético!

Visita o meu: http://pensamentosporsandra.blogspot.com/

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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