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Segunda-feira, 19 de Junho de 2006

Menino de caracóis finos seda mel


 

 

 

 

Menino de caracóis finos seda mel

Romasi

 

Menino!

De caracóis finos, seda mel,

Brincando na sarjeta

Com barquinhas de papel.

 

Menino feliz!?

No calor do lar

- Filho acorda

Tenho de ir trabalhar!

 

Menino!

Anjo de asa cortada

Adormecendo nu

Abandonado na escada.

 

Menino triste,

Que nunca sorri com fome

- Cala-te mulher

Que o menino dorme.

 

Menino!

Beijando o ar

Correndo e cantando

Ao desafio com as aves:

- Cuidado adulto!

Não espantes o pássaro...

 

Menino!

Obra de arte

Voando livre

Como a andorinha,

A caminho da liberdade.

 

Menino!

Com os olhos a luzir

Ao deus dará

- Sim meu filho

A fada boa virá.

 

Menino adulto

Crescendo

Vagueando abandonado

Pelas ruas da cidade.

 

ANÚNCIO

Pais aflitos procuram:

Criança!

Vestia qualquer coisa

Que não se lembram!

É alto?

Talvez baixo!?

Os pais na verdade

Não sabem como ele é

Mas estão aflitos….

 

Menino!

De caracóis finos seda mel.

Brincando na sarjeta

Com barquinhas de papel.

 

1975

 

(Dedicado à minha filha Ana Lúcia)

 

Este poema, especialmente dedicado à minha filha, é igualmente dirigido a todas as crianças do Mundo.

Todos os contos começam assim: Era uma vez. Mas este não é um conto! Em 1975 escrevi este poema em desespero quando “perdi” a minha filha, num centro comercial, em Espanha. E, nessas ocasiões, perde-se tudo… até a lucidez para recordar o que a menina tem vestido.

Esta história teve um fim feliz, encontrei “a menina de caracóis finos seda mel” brincando com outros meninos num lago ornamental do centro comercial. Mas...as histórias raramente acabam com um final feliz.

Defendamos as nossas crianças para que cresçam em paz e respeitemos a sua meninice e a sua inocência!

Poemas de amor e dor conteúdo da página
ano do poema: 1975
publicado por poetaromasi às 21:18
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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