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Sábado, 11 de Agosto de 2012

OS CORVOS DA IGREJA DE S.VICENTE DE FORA

OS CORVOS DA IGREJA DE SÃO VICENTE DE FORA

Rogério Martins Simões

 

Era um vez um menino traquina, de seu nome Rogério, que foi fotografado nos claustros da Igreja de S. Vicente de Fora a "fazer festinhas" ao espertalhão de um corvo chamado “Vicente”.

O Corvo era a mascote do Padre José Correia da Cunha e o menino, "desconfiado", colocava a mão a medo para a “fotografia”.

O Corvo “Vicente”, que se sentia protegido pelo Prior, tornara-se altivo e ao mínimo descuido bicava "na canalha" - nos putos.

Ao lado do Panteão Real da Casa de Bragança ficava o “Pátio dos Corvos” onde vivia desterrado o outro corvo – O corvo “Valério”.

Mas o corvo “Valério” era amigo dos jovens cicerones - dos putos. E os putos gostavam do Valério!

Então, o corvo “Valério”, para demonstrar a sua lealdade pelos meninos, e rapazolas, que o soltavam para andar livremente pelos claustros do Mosteiro de S. Vicente de Fora, saltava para cima dos seus sapatos e desfazia o laço aos atacadores.

Era uma atração p´ro turista, por isso passeava pelos claustros onde petiscava com os “putos” tremoços, pevides, amendoins e outros afins comprados com as gorjetas dos turistas.

Entretanto, o corvo “Vicente” ficava pela sala paroquial onde petiscava do pequeno-almoço na companhia do Prior.

Certo dia, o corvo “Vicente”, apareceu afogado numa velha e abandonada “pia Batismal, nos claustros do primitivo convento, e nunca se veio a saber as causas da sua morte…

AH! A foto…

No dia da foto o corvo “Vicente” apareceu nos claustros e teve sorte: ficou na fotografia…


(Retratos da alma e do poeta - S. Vicente de Fora)

Meco, 10-08-2012 20:04:01

publicado por poetaromasi às 19:43
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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