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Sábado, 18 de Agosto de 2012

DALILA MOURA BAIÃO

DALILA MOURA BAIÃO

DALILA MOURA BAIÃO

POETISA

 

A Dalila Moura Baião publicou em 2010 o seu terceiro livro de poesia intitulado “AMAR EM CHÃO DE MAR”. Em 2011 ofereceu-me um exemplar da Editora “TEMAS ORIGINAIS” TEL 239100670 no qual me dedica um poema. Quando o ofereceu li de passagem os poemas e fiquei impressionado com a sua qualidade poética. Hoje voltei ao livro e asseguro-vos que os poemas são de uma beleza que seduz. A Dalila não precisa de publicidade. Quem a conhece sabe que ela respira poesia. Por isso e pela primeira vez neste blog aconselho a leitura de um extraordinário livro de poesia.

Deixo aqui um dos poemas desse livro que a grande poetisa me dedicou e que ao tempo fui autorizado a publicar:

 

“POETA DO AMOR E LIBERDADE”

(Ao meu amigo Rogério Simões, com carinho)

O teu poema:
É o grito rasgado que guardas no peito
É o eco lançado no abraço perfeito
Com que enlaças a vida no mar do desejo
De seres marinheiro da palavra viva
Que soltas no olhar…

O teu poema:
É ternura cansada que banhas em esperança
Na dor extenuada que aguarda a mudança
No rio do silêncio que clama, na foz
Do desassossego, que ergues na voz
Aguardando confiança…
Em cais de firmeza.

O teu poema:
É o fio de lua nas tuas mãos de criança
O brilho dourado da estrela que dança
O rumor timbrado da harpa escondida
Que na melodia suave te envolve de vida

Porque o teu poema, mesmo sem ser escrito
Está no teu olhar, na tua vontade
Na tua ternura, que pinta a beleza
Duma alma nobre, onde há liberdade
De ser poesia em cada momento
Lutando e crescendo contra o desalento.

E porque és poeta, do amor e da paz
Onde a liberdade passeia acordada,
Mesmo sem “escreveres”palavras na tela
Num papel visível, num ecrã mostrado,
Está no teu olhar o poema vivo
Nessa poesia, que guardas magoado.
Serás sempre Poeta: Tu foste fadado!

 

publicado por poetaromasi às 23:18
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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