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Domingo, 30 de Setembro de 2012

O MONTE

Tela de Tiago Simões e amiga

O MONTE, um poema de meu pai, José Augusto Simões

 

Quem conhece a minha poesia que desde 2004 tenho divulgado no meu blog, “POEMAS DE AMOR E DOR”, e mais recentemente no Facebook, sabe quanto o meu querido pai, e meu mestre, a influenciou.

O meu gosto pela poesia começou cedo, nos anos 50 do século passado,  pois bem cedo nos serviu à mesa, como sobremesa, os poemas dos grandes poetas e os seus lindamente recitados.

Também já o escrevi, e volto a dizer: durante a década de 60 do século passado era o meu pai que corrigia os meus poemas; agora sou eu que revejo os seus.

Tal como o meu pai o fez durante muitos anos, também rasguei a minha poesia. Chegámos assim a 2004 quando “voltei a escrever e já não queria” e procurei incentivar o meu pai a fazer o mesmo.

Para concluir a apresentação deste poema (canção de roda), e de mais dois que tenho para passar ao computador, quero expressar, mais uma vez, a admiração, o amor e o carinho que os meus queridos pais hoje e sempre me merecem.

De seu filho

Rogério Martins Simões

 

 

O MONTE

José Augusto Simões

 

Subi ao cimo do monte

Para beber água fresquinha

Mas não encontrei a fonte

Fiquei com a sede que tinha

 

Quando descia p´ra estrada

Encontrei uma pastorinha

Com a sua cantarinha

Naquela ponte sentada

 

Assim que entrei na ponte

Ela me disse por graça

- Beba água da minha fonte

Eu a dou a quem passa

 

Encontrei  assim a menina

Não sabia onde ela andava

Com aquela água fresquinha

Que a minha sede matava

 

Matei a sede que tinha

Com aquela água sagrada

Ao beber da cantarinha

Daquela menina sentada.

Lisboa, 25 de Abril de 2012

O poeta, José augusto Simões, nasceu na Póvoa, Pampilhosa da Serra, em 1922

 

 

 

publicado por poetaromasi às 19:33
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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