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Sexta-feira, 10 de Maio de 2013

NINGUÉM ME VIU

Ninguém me viu

(Rogério Martins Simões)

 

Cheguei!

Marquei presença

e não deram por mim…

Quem haveria de dar?

Tenho a ausência descomprometida

e  as regras do silêncio… para respeitar…

 

Cheguei!

Ninguém viu:

Pardais de telhado…caídos;

uma pomba branca amordaçada…

Corruptos vendidos.

Pátria minha! Sua coutada…

 

Cheguei!

O aviso estava na porta:

-Aqui só gente morta…

 

Ninguém acudiu!

Ninguém reparou!

Ninguém sorriu!

 

Farto de escutar o silêncio

Da ausência comprometida…

Chorei!

Gritei!

E ninguém me viu…

 

Barco Seixal Lisboa 21-08-2008 8,59:02

 

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

POEMAS DE AMOR E DOR

 

 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página
publicado por poetaromasi às 21:11
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Comentários:
De carlos pereira a 10 de Maio de 2013 às 21:39
Um grito pujante num poema com voz.
Gostei.
Parabéns e um abraço poeta amigo.
De luadoceu a 12 de Maio de 2013 às 15:08
eu li
e gostei
bom fds....))
De Andreia. a 16 de Maio de 2013 às 22:02
sabes que o amor doi guando.sabemos que doi.
De Andreia. a 16 de Maio de 2013 às 22:02
sabes que o amor doi guando.sabemos que doi.

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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