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Quarta-feira, 26 de Junho de 2013

O MELRO QUE FOI PARAR À BOCA DO GATO “MELGA”

 

 

 

O MELRO QUE FOI PARAR À BOCA DO GATO “MELGA”

 

Tinha mesmo que acontecer…

Depois de ter levado a cabo, e com sucesso, duas lutas contra a inclusão do melro nas espécies cinegéticas a abater pelos caçadores, eis que sou de novo chamado a defender um melro indefeso que caiu do ninho e foi parar à boca do gato “Melga”. A história conta-se assim:

Já passava das 20 horas, de segunda-feira, ouvimos um triste e forte pedido de socorro vindo do exterior da nossa residencial.

Debatia-se pela vida um jovem melro pendurado na boca do “gato melga” que estava disposto a dispensar a ração da noite… Porém, a Bete, usando o seu poder protetor sobre o “gato melga” conseguiu retirar com vida o “Melro Meco”.

Já nas mãos da Bete, o pobre do bicho a que foram arrancadas algumas penas, tentava agora desesperadamente escapar aos humanos.

Mas, o “Melro Meco” desconhecia que as mãos da Bete já protegiam e alimentavam gatos e cães abandonados, nomeadamente: o “cão Meco”; a “gata Kiki”; a “gata Tita” e o “gato Melga” e, nessa noite, teve de dormir numa caixa de cartão que conseguimos arranjar no contentor do papel para reciclar.

No dia seguinte lá fomos comprar uma casa gaiola e comida própria para melros domesticados. Transferimos o melro para a sua casa temporária, para recuperar forças e asas para voar em liberdade, para contar uma nova história sobre outros humanos que não os querem fritar.

 

BALE O CORDEIRO ZUMBE O MOSQUITO

Rogério Martins Simões

 

Bale o cordeiro, zumbe o mosquito.

Chia a doninha, uivam os chacais.

E no meio de tanto canto e grito:

Uiva o leão que é rei dos animais…

 

Grita o pato, o pavão e o periquito.

Trina o rouxinol, piam os pardais.

Assobia o melro bem forte e aflito,

Está a chegar o terror dos pombais…

 

Pata sobre pata vem a velha raposa,

Que regouga e assusta o estorninho.

- Asas que te quero, grita o passarinho!

 

Palra o papagaio rompendo a prosa:

- Só no reino da fábula a paz é duradoura.

Trr; tac tac tac ouve-se a metralhadora…

 

20-04-2005

(Registado no Ministério da Cultura

- Inspeção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)

Na terça-feira pendurámos na nossa casa a nova casa do “Melro Meco” e pedi a ele para assobiar a canção que os seus pais lhe ensinaram.

Passados uns instantes a mãe natureza chamou os seus progenitores para os alimentar: vimos que lhe deram a comer uma enorme aranha, alguns frutos vermelhos e, decerto, minhocas e caracóis.

Hoje, quarta-feira, depois de ter pendurado a casa com o “Melro Meco”, observámos que “ o “Melro Pai” e o “Melro Mãe” continuavam a responder à mãe natureza dispensando a comida destinada aos melros domesticados.

 

AH! O “Gato Melga” passa a vida a olhar para a gaiola, do “Melro Meco”, e passou a ser ainda mais “melga”…

Meco, 26-06-2013 21:10:46

(Continua)

Rogério Martins Simões 

 

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publicado por poetaromasi às 23:28
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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