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Quarta-feira, 8 de Janeiro de 2014

Morse, um poema de 1969

 

MORSE

Rogério Martins Simões

 

Traço, traço, traço, ponto

Morse, morse, morse morte…

Mais homens, mais gente.

Traço, traço, pouca sorte

Vai partir um contingente!

 

Pouca terra, pouca terra…

Lenços e preces agitam o ar

O pranto fustiga todo o cais…

Partem os noivos; chora o mar…

Os filhos, os amigos e os pais!

 

Traço, traço, traço, pronto

Regressa de novo o transporte

Beijam-se os filhos e os maridos

Agitam-se os lenços garridos

Traço, traço, traço, sorte…

 

Morse, morse, morse morte

Apita o barco engalanado

- O soldadinho vem no porão

Marido e o filho tão amado

Que regressa… num caixão!

 

Lisboa, 14/02/1969

 

publicado por poetaromasi às 17:17
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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