Quinta-feira, 16 de Novembro de 2006
Ciclo fechado! Segundo grito!

 

DEGAS

 

Ciclo fechado!
(O MEU SEGUNDO GRITO!)
 
Rogério Martins Simões
 
Se o teu rosto não sorri,
E o teu cabelo não desliza,
É porque a tua boca se encerra,
E a minha não será precisa…
 
O gesto, o medo, o ódio
Tudo te corrompe
E até não preciso de ponte
Encheste-me a baliza…
Espalhou-se a brisa
Abriu-se a porta de vidro
A janela da esperança
E o vento até desliza.
 
Mas se ao menos
O teu rosto sorrisse
E os teus cabelos se soltassem
Voltarias a encontrar
Os melhores passos para ti.
Porque o melhor de ti, fui eu!
Que adoecia dizendo olá!
O melhor de ti, fui eu!
Que te segurei, quando fugias
Ou então sempre errei
Quando te amparei
E tremias.
 
Não!
Nada sobrou de mim
Não me faças sentir assim
Pois tudo agora findou.
 
Sabes!
Tudo é nada
Quando nada começa!
E o fim não existe
Se não há princípio.
Para quê essa pressa!?
Se o inicio era nada,
E tudo foi retalhado.
 
Nefasto é o sofrimento
Quando não há, sequer, sentimento!
Se assim não fosse
Poderias dizer, ao menos, como eu
Longe!
Muito longe de ti.
Olá!
Olá poeta!
Não fiques desesperado
Não faças nada apressado!
 
Não!
Não penses sequer
Que te quero!
Quem quer o nada
Se nada tem?!
Tu não vês que não há regresso
Quando não há ponto de partida
E tu nem entendes a chegada...
 
Olha!
Eu tinha um guizo
Cabeça de andorinha,
Que corria atrás do vento
Ao desafio com as aves.
À procura de outras asas!
E voava, voava…
Voava sem ser preciso.
Chamavam-lhe cabeça de vento…
Certo dia fugiu
Voou numa folha de papel
Toquei novamente o guizo,
E tantas vezes subiu
Que se partiu o cordel.
 
Sabes!
Agora quero sorrir!
Tenho gosto, tenho vida!
Despejei a selha de lágrimas
Encontrei-me
no corpo ausente
E num arco-íris
Descobri manhãs
Com que sonhei e sempre quis.
 
Afinal estou magoado!
Porque fui muito infeliz!
Mas… não há dúvida:
Ainda serei feliz!
 
1989

 


ano do poema: 1989 estava assim
Notas: Não havia!. Só dor...

publicado por poetaromasi às 00:48
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comentários:
De maria a 17 de Novembro de 2006 às 18:57
Na visita a um Blog....vi o seu link!!

Fiquei maravilhada com tão bela poesia!!

Voltarei com mais tempo..para ler poem um a um!

Um bom fim de semana.....

Maria Valadas


De Jofre Alves a 17 de Novembro de 2006 às 16:08
Passei para desejar óptimo fim-de-semana e apreciar esta interessante página, onde impera a qualidade e bom gosto, conforme se vê neste belo poema.


De lumife a 17 de Novembro de 2006 às 14:13
É sempre com muito gosto que recebo as suas visitas e leio os seus comentários. Sebastião Penedo (entretanto já falecido) é um primo de Raúl de Carvalho poeta firmado na constelação poética portuguesa. Para o amigo Rogério um abraço. Gostaria de colocar um poema seu no "Beja" se bem que já o tenha feito em tempos. Se entender que devo agradecia a sua colaboração.


De Milton Ribeiro a 16 de Novembro de 2006 às 20:30
Rogério, tenho navegado muito pouco pela Internet, mas leio cada e-mail teu, assim como li teu comentário em meu blog. É com imenso prazer que te vejo voltar à blogosfera (Ou bloguesfera, para vocês, portugueses).

Queres perder contato com os amigos? Construa uma casa!!!! É o que tenho feito - todos os dias, duas visitas à obra. Se somares a isto que tenho que trabalhar e que desejo manter meu blog, está explicada minha ausência.

De qualquer maneira, há uma voz interior dizendo-me: histórias, lorotas, Milton; peça logo desculpas, não há justificativa para abandonar teus bons amigos!

Então está bem: peço-te desculpas!

Enorme abraço.


De Paula Raposo a 16 de Novembro de 2006 às 18:30
Eu li assim...rápido, ao correr da música que toca...achei tão bonito!! Gostei muito. Muito. Um beijo.


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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

Todos os poemas deste blog, assinados com pseudónimo de ROMASI ou Rogério Martins Simões, estão devidamente protegidos pelos direitos de autor e registados na Inspecção-Geral das Actividades Culturais IGAC - Palácio Foz- Praça dos Restauradores em Lisboa. (Processo 2079/2009). Solicita-se a quem os copiou alterando o nome, não respeitando o texto ou omitindo o seu autor que os apague ou os reponha na fórmula original com os respectivos créditos. Se apreciou algum destes poemas e deseje colocar em blog para fins não comerciais deverá colocar o poema completo, indicando a fonte. Obrigado

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Venho dos limites do tempo)

De uma galáxia qualquer

Já fui mar, já fui vento

Agora sou pensamento

Aparado em dado momento

No ventre de uma Mulher!


Meu corpo é magistral!

Brutal! Perfeito! Soberbo!

De início não era verbo

Agora sou o verbo ser


Tenho comigo segredos

Segredos do universo

Transporto no corpo recados

Escrevo em forma de verso.


Venho dos limites do tempo

Não sei o que fui e sou:

Deserto? Nascente?

Já fui Norte, já fui Sul

Pó astral, mar azul!

Luar, estrela cadente.


Eu me vou!

Partirei num cometa qualquer

E serei novamente pôr-do-sol.

Cor-de-rosa, aloendro, malmequer!


Voltei...Já cá estou…


Agora sou pensamento

Nascido em dado momento

Do ventre de uma Mulher!


23-09-2004 18:39


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    Voltei a escrever e já não queria

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    Ser poeta é criar e sofrer todo o dia

    Passar ao papel o que a alma encontrar.



    Este estado de alma que já não ousaria

    Que nos faz sofrer, para me encontrar,

    Deixa o meu corpo quando escrevo poesia,

    Nos poemas que ela cria, para me libertar.


    A ti que mais amo e sem querer

    Se fico triste e te faço sofrer

    Rosa eu te quero, rosas eu te dou.


    E se tu me vires distraído ou disperso

    Uma única coisa eu imploro e peço,

    Espera! A minha alma não regressou.


    Rogério Martins Simões


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