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Quarta-feira, 17 de Maio de 2006

Parkinson é assim

(foto cedida pelo Sr. Padre Pedro)

Se esta mão com que escrevo

Escrevesse como escrevia

Certamente eu ousaria

Visitar-vos

Com a fórmula mágica

Com que alindava os meus versos.

 

 

Agradeço a todos quantos lêem os meus poemas e me incentivam para continuar. Agradeço a todos, incluindo amigos pessoais, a forma carinhosa como me recebem em vossas casas.

Digo-vos que não tenho por hábito desistir. Estes últimos meses têm sido muito difíceis para mim. Quase desisti…

Não me vou para aqui lamentar pois há quem muito mais sofra e não chore. Sem lamechas dir-vos-ei que stress mina e domina a minha doença e o resultado está à vista: não durmo, os medicamentos já não produzem qualquer efeito e por via disso, falha a voz, o cérebro deixa de comandar o braço e a perna esquerda.

Agora tremo e temo – dizem que a Parkinson é assim.

O pior sofrimento é a solidão. - Sempre que possa e enquanto Deus me der forças continuarei.

Deixo-vos com os poemas que habitam no meu coração

Saudades

17-05-2006 23:09

Rogério Simões

Poemas de amor e dor conteúdo da página
ano do poema: Parkinson texto
publicado por poetaromasi às 23:14
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Comentários:
De Blueyes42 a 27 de Junho de 2006 às 00:59
Se eu tiver vida e saúde em Setembro de 2006, vou pedir à Senhora dos Milagres que não o deixe desistir de nada. Foi aqui que me inspirei na criação de uma "fita de solidariedade". Há um apelo que não me sai da cabeça: "Tens de trabalhar por Nossa Senhora". Penso que todos temos esse trabalho enquanto pudermos. Concorda?!
De Su a 26 de Maio de 2006 às 01:07
No dia em que expressou tais sentimentos, foi o dia em que completei 27 anos. Realmente a Parkinson faz "tremer e temer"... Presentei-me desta forma: quando a Parkinson quiser prevalecer, sorria-lhe e ofereça-lhe a sua poesia e o amor que mora dentro de si! O amor que lhe rodeia ajudará a enfrentá-la! Beijinhos com votos de que jamais desista!
De Douglas Ortega a 23 de Maio de 2006 às 05:33
Meu poeta e amigo se posso lhe chamar assim, como disse tenho 55a e 26 de DP. sabe amigo o importante desta doença para mim hoje após 24 anos eu consegui aceita-la, puxa, que peso enorme eu deixei de carregar. Peso este do sofrimento, da vergonha , do preconceito,do medo, da dor, o que eu masis me perguntava, Porque eu?... meu Deus justo eu!,porque eu?, que vergonha, muitas vezes tanta gente ests perto da gente que a gente se sente tão só, estranho né, mas eu acredito, sim acrudito mesmo. Eu, sou eu, eu sou o que sou e por isso, sou eu, Douglas. Amigo tenhas fé, muita fé, voce, póde e como pode, força, tenhas força, um,a abraço.
De dona urraca a 19 de Maio de 2006 às 00:40
Vê-se pelo seu estilo de poesia que não é muito moderno,mas continue porque é boa.Se o que diz é verdade desejo-lhe a melhor sorte.Eu tenho77 anos e estou de boa saúde,mas ninguém me dá uma alma nova e a solidão também me afecta e muito.
Boa noite e boa sorte!
De polittikus a 17 de Maio de 2006 às 23:53
A força de vontade vale muito. Continua a lutar por ti e pelos outros. Terás sempre quem te leia, por aqui...
De mnaty_38@hotmail.com a 17 de Fevereiro de 2007 às 20:33
Meu querido adorei os poemas e estou contigo para oque precisares.Pois a solidão e muito triste mas enquanto tivermos amigos sinceros nãohá solidão.umbeijo com carinho da naty.

Http://www.letrassoltasnaty.blogspot.com

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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