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Quinta-feira, 14 de Outubro de 2004

Encalhei meu barco

 

 

Dupla tela

Óleo sobre tela

Elisabete Maria Sombreireiro Palma

 

 

 

Encalhei meu barco
Rogério Martins Simões
 
Remeto a tristeza
Para o fado
Pois quero chorar
Esta chuva de lágrimas.
 
Não! Não choro meu choro.
Nem canto meu canto.
Eu canto com as aves…
Na raiva pela minha lealdade!
 
Nas colinas
Magoado
Canto torrentes de fama:
- Eu sou a mágoa,
Não serei a lama.
Desabafo na pedra da muralha
Para que não se esfume o amor
Eu sou a virilidade
Eu sou o mosto
Encalhei este meu barco na dor.
 
1988
 
 
 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página
ano do poema: 1988
publicado por poetaromasi às 00:51
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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