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Sábado, 17 de Setembro de 2005

Romasi da poesia

 

 

 

 

 

 

CORRE A ÁGUA CRISTALINA
Rogério Martins Simões
 
Corre a água cristalina.
Mata a sede é fresca e pura.
Vai à fonte a menina
Com espreitada formosura.
 
Traz colo de rosa.
Duas roseiras atrevidas…
-Menina que corres à fonte
De onde vêm os teus risos?
-Vêm do cimo do monte!
Da brancura dos granizos!
Vai a água à fonte
Vai a fonte às rosas…
Cobiçadas por sorrisos…
 
E traz um sorriso atrevido.
Um cântaro de mão na ternura.
Vem a sede à menina,
Mata a sede, fresca e pura,
Corre a água cristalina
Que se espraia na secura…
 
Alagada por sorrisos…
Com que corres à fonte
De onde vêm os teus risos
-Vêm do cimo do monte!
 
Tanta sede molha os seios…
Tanta sede desatina…
Vem a fonte por seus meios
Corre a água cristalina
Enche o cântaro é fresca e pura
Vai a sede à menina…
Não tem sede a formosura…
 
12/08/2005
 
(Registado no Ministério da Cultura
- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.P. –
Processo n.º 2079/09)
 
 

 

 

 

ROMASI DA POESIA

A 1ª fase da minha poesia vem dos meus tempos de luta estudantil.

Se falo tantas vezes na tinta, nos poemas, foi a recordação da tinta e da água com que dispersavam os manifestantes.

Escrevi alguns poemas molhado. Escapava por entre na multidão e vi muitos companheiros a apanhar “porrada”. Nunca fui apanhado! (ou não viesse a ser campeão nacional de atletismo pela equipa do Sporting Clube de Portugal)

Depois, conheci relatos (verdadeiros), da outra tinta vermelha de sangue, com que os presos políticos escreviam, no Aljube, a palavra LIBERDADE.

Esta fase marcou e definiu meus passos.

Como era e sou católico participei em todas as manifestações da JOC (Juventude Operária Católica).

Recordo-me de ouvir e cantar, às escondidas, as canções do Luís Cília na JOC (edifício da Sé).

A 2ª fase vai do 25 de Abril de 1974 até a ter escrito, em 1984, o poema intitulado “ A minha poesia de homem solto”. Este poema foi para mim uma ode poética ao trabalho e com ele encerrei esta fase.

Estou na 3ª e última fase, a fase mais madura, mais poética, e infelizmente com algum sofrimento à mistura

Os males que se reflectem no corpo e não atingem a alma são pequenos comparados com outros males que perpassam junto de nós e nos agridem no dia-a-dia.

Pois é… ser poeta é sofrer.

Onde estão os sonhos de Abril? Onde pára a alegria deste povo que sofre na carne a miséria e a injustiça.

Onde param as promessas dos sucessivos governos e políticos que não cumprem. Não queria beliscar – trazer para aqui palavras duras, que me secam a boca que me trazem amargura e revolta. Eu sei que sou sonhador! Que quero um Mundo melhor: sem fome, sem guerras mas sobretudo sem miséria.

Onde estão os empregos para o exército de desempregados. E os empregados não estão mal pagos, explorados e cheios de miséria encoberta?

Eu sei que sou poeta! Mas, não será verdade, são sempre os trabalhadores que pagam a crise: e o povo aguenta!

São sempre os trabalhadores que pagam os impostos: e o povo aguenta!

Finalizo este meu desabafo, escrito ao sabor da pena e da mágoa, com um pensamento que escrevi no meu livro de poesia rasgada a que chamei renovação:

“Vivias num bairro de lata e agora sobram-te telhas”

Rogério Simões

24/12/2004

Poemas de amor e dor conteúdo da página
ano do poema: 2005 texto
publicado por poetaromasi às 19:49
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Comentários:
De diana a 23 de Setembro de 2005 às 20:10
ola!!o teu blog é mt fixe!!escreves coisas muito bonitas!!!e queria pedir a tua ajuda!!é que eu queria pôr um modelo no meu blog mas nao sei como fazer!!é que tenho que pôr o corpo do modelo e eu nao sei o que é isso!!por favor ajuda me!!!!
De buxi a 23 de Setembro de 2005 às 19:32
Muito bonito
De ana maria a 21 de Setembro de 2005 às 09:58
Rogério vagundiava pela net hoje de manhã e sem querer um comentario trouxe-me até aqui, outra vez, porque será?
talvez por esta raiva que transporto do comentario que li e relembro aqui.
"Procuro de novo a tinta Rascunho palavras, só palavras… Espreito o papel Em lágrimas o manchei Porque esperas? Toma esta folha em branco… Chega de tanto esperar, esperei… Se no regresso nem te deste E no meio da angústia cipreste Rasgo de novo o poema E em cinzas te tornei-Rogério Simões
espero não estar a perturbar este espaço, mas não resisti...
já agora aproveito para agradecer o bouquet que deixou no meu canto-lindo e grata pela visita.
um abraço.
De Liebchan a 21 de Setembro de 2005 às 03:31
Visita estes blogs e comenta, que vais gostar.
Aviso que são polémicos

http://ultimahora.blogs.sapo.pt/

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De blogstars a 21 de Setembro de 2005 às 02:55
Gostaríamos de convidar este Blog a se tornar um BlogStars (não requer nenhum cadastro) - Confira no site www.blogstars.com.br !!!
De Nuno a 20 de Setembro de 2005 às 21:57
Parabéns pelo encanto aqui mostrado

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De ana maria a 20 de Setembro de 2005 às 11:38
geralmente não costumo comentar o que me encanta, abro aqui uma excepção.
es um poeta, poeta.
por favor visita-me.
abraço
De Maria do Cu a 20 de Setembro de 2005 às 01:25
"Corre a água cristalina", é nessa transparência que se consegue ler este seu poema. Cumprimentos.
De gazeta dos blogueiros a 20 de Setembro de 2005 às 00:50
A equipe da gazeta agradece humildemente as suas palavras escritas no livro de visita e parabenizamos tambem seu blog, pelo excelente trabalho que so nos enriquece ao entrarmos aqui. Blogs como o seu que faz enriquecer o mundo dos blogueiros. Continue sempre nos fazendo sonhar!!!!
Cordiais saudaçoes.
Equipe GB.
De Maria Petronilho a 19 de Setembro de 2005 às 23:08
Poeta, cada palavra tua é uma gota de bálsamo na minha alma, uma flor de ternura que não se desfolha, mas permanece aberta e fresca, libertando-me no seu subtil aroma.

Um abraço carinhoso e um beijo terno no teu coração,
Maria

PS - Finalmente o meu pc foi para a oficina, deixaram-me este emprestado - ESTAMOS OUTRA VEZ MAIS PRÓXIMOS - VIVA!!!

Em alternativa, deixo-te outro endereço: mpetronilho@gmail.com

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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