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Sábado, 25 de Agosto de 2007

CORRO

CORRO
Rogério Simões
 
Corro!
Meus olhos correm
E não me mexo.
Mexe-me o silêncio e a grandeza
Do pensamento
Que não morre,
Voa,
Late na nuca,
Na testa e no peito.
Não sei, há quanto tempo parti…
Mas que jeito!
Tenho de por tudo na ordem
Não posso estar a sonhar!
Fogem os cabelos na desordem,
E nem sei se estou vivo ou a acordar.
 
Corro!
Meus olhos correm,
E não me mexo.
Mexem-me as lembranças
Sofridas
E mal resgatadas,
De mil vezes repetir
Volta tudo a reunir!
Quem?
Como irei convidar quem esqueci,
Se já não os conheço!
E meus filhos
Que os vi crescer, sem ver…
 
Porém,
Tudo parece estar certo,
Porque tudo está registado!
É como que tivesse uma cábula,
Uma lista de convidados,
Um manual de projectos.
Não! Não quero, nem posso admitir…
Tudo não passou por um sonho
E eu não estava a dormir!
3/8/1999
(Caderno Uma Dúzia de Páginas de Poesia n.º 41)
INDEX_POESIS)
www.PRchecker.infowww.PRchecker.info Poemas de amor e dor conteúdo da página
ano do poema: 1999
Notas: Rodrigo Leão\Pasión \12 Ave Mundi Rod
publicado por poetaromasi às 15:30
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Comentários:
De Cristina Valério a 17 de Outubro de 2007 às 22:18
a esperança e a ultima a morrer...
a vida e feita de sonhos.
o sonho alimenta a vida.
a vida e um mar de rosas cheia de espinhos e muito curta.
e uma passagem.
enquanto a vida á esperança.
espectacular o seu poema.

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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