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Quarta-feira, 29 de Novembro de 2006

FALA-ME DE AMOR

 

(foto de 1989)

 

Falando de amor!

Com amor e por amor eu vivo

Que brilho tem nosso amor,

 tardio e lindo.

 

Obrigado Bety

por tantos anos de felicidade.

Lisboa, 14 de Abril de 2009

Do teu marido

Rogério Martins Simões

 

 

 

Dizias-me há pouco - deixa para lá e não te importes! continua -
Quando te disse que ia deixar o blog.
Tu mais que ninguém dás valor à minha poesia.
Tu mais que ninguém sabes como gosto dos teus quadros.
- Deixa para lá!
 
FALA-ME DE AMOR
(Rogério Martins Simões)
 
Fala-me de amor - disseste,
quando nos recantos dos jardins
as barreiras nos impediam de pisar a relva.
 
Rompiam as memórias
e um ligeiro vento
arrastava as folhas secas do velho plátano.
Era tão tarde…
e ainda agora despontavam as histórias...
 
Olhei sem desvario.
Antes, quando me debruçava no teu peito,
eras rio,
eras só rebuçado!
E trazíamos nos pés alpercatas,
com asas,
que reluziam por cima dos muros
e o chão era mais leve que o algodão…
 
Sabes?
A cidade fede devaneios
e as árvores crescem nos telhados das casas.
Não te vou falar de amor, não!
Reservo para mim as sensações dos velhos tempos.
Agora, restam umas quantas folhas que vêm ter comigo:
Somos dois silêncios!
Dois estranhos castanheiros perdidos na cidade…
01-02-2006.
 
(este poema foi puxado para aqui nesta despedida, sentida!
- Deixem para lá –
estarei morrendo se saudades por perto.)
ano do poema: Poema de 2006
Notas: contemplation - Yoga & Meditation
publicado por poetaromasi às 00:00
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Comentários:
De Paula Raposo a 29 de Novembro de 2006 às 12:49
Indescritivelmente belo mais este poema teu!! Sem palavras. Beijos meus.
De poetaromasi a 14 de Maio de 2009 às 22:34
Paula morro de saudades e ainda só agora estou a arrumar a casa. Será que a saudade não vai dar cabo de nós nesta despedida.

Que triste é partir quando se tem só vontade de ficar.

Hoje parei na busca dos plagiadores que nos dão cabo da poesia e da alma.
Hoje recebi uma mensagem tua que vais parar o eu belo blog. Eu também! Porém quando e se descobrir mais plagiadores e maus copistas gritarei alto no post que deixo em aberto.
Até já Paula
Rogério
De Aluísio Sabino a 18 de Setembro de 2007 às 17:51
Olá, tudo bem? Achei seu blog no Blogstars e gostei da 1a poesia deste post, sobre deixar a vida passar em branco. Temos que realmente fazer a diferença. Afinal, se estamos vivos é porque Deus nos confia algo.

Aceite o Award da Alameda dos Nomes, meu blog de poesias. Seu blog merece. Parabéns.

Grande abraço e ótima semana.
De poetaromasi a 14 de Maio de 2009 às 22:27
Aluísio muito obrigado. Faça de conta que o recebi.
Falta espaço para colocar os prémios concedidos.
Fica para depois! Já me faltam forças para subir no escadote...
Rogério
De Regis Marques a 19 de Setembro de 2007 às 20:51
Outro dia estive aqui. Tentei deixar um comentário mas não consegui. Fico feliz em saber que estás bem. Tua poesia continua bela, pulsante e de uma lucidez que a mim parece ser fruto de uma conjunção de bênçãos dos deuses e de Deus.
Ando meio abatido pela perda de um ente querido, mas resisto.
Um grande abraço deste seu amigo.
De poetaromasi a 14 de Maio de 2009 às 22:22
O meu grande amigo REGIS, poeta e jornaista brasileiro recuperou e eu estou tão feliz.
Mandou-me esta mensagem. Cá o esperarei se Deus quiser.

Comentário: AMigo Regis Estejas onde estiveres quero saber de ti, Teu grande e eterno amigo Rogério

Resposta:
Querido amigo, agora estou bem. Consegui superar alguns problemas de saúde e já estou trabalhando. Foi um grande susto que este velho e volúvel coração me deu, mas está tudo sob controle. Doavante teri que ter mais atenção à matéria que sem ela a alma não sobrexiste. Agradeço, de coração, sua preocupação e rogo ao Pai que vc esteja bem, juntamente com os seus. Espero em breve fazer uma visita a Portugal e aí poderemos conversar longamente. Um grande abraço, do seu amigo, Regis Marques

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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