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Quarta-feira, 4 de Agosto de 2004

Na encruzilhada do bote...

 

(Óleo sobre telas de Elisabete Sombreireiro Palma)

 

 

Na encruzilhada do bote
(Rogério Simões)
 
Encaracola
A arte na Ribeira
Na encruzilhada do bote.
 
- É Zé da Ribeira
Carcomido
Ao vento tempestade:
Bota para cá a sardinha
Alma do diabo.
 
- Diabos as levem
Ondas fortes do Inverno
Que fazem a vida do pescador
Num inferno.
 
Encaracola
A arte na Ribeira
Na encruzilhada do bote.
 
- É Zé da Ribeira
Moço de descarga da sardinha
A vazar
Agora sal!?
Raios te lixem homem.
 
Encaracola
A arte na Ribeira
Na encruzilhada do bote.
 
- É Zé da Ribeira
Que engoles num trago
A tua vida fiada…
Vão dois copos de tinto?
Diabos te levem
Por mais que esfregues os calos
A tua dor continua…
 
Encaracola
A arte na Ribeira
Na encruzilhada do bote.
 
- É Zé da Ribeira
Figura típica do mar
Faz com tua faca do peixe
Barcaças pequenas
Para a pequenada brincar.
 
.Participação
 
Zé da Ribeira
Conhecido armador de Lisboa
De barcos para a pequenada
E para o turista morreu!
 
Acontecimento
 
Zé da Ribeira acordou...
E numa manhã fria
Olhou o mar!
Olhou o cais!
E, com a sua mão
Trémula da revolta,
Cravou uma faca no bote…
 
Encaracola
A arte na Ribeira
Na encruzilhada do bote...
 
24/1/1977
Terminado em 4/8/1977
www.PRchecker.infowww.PRchecker.info Poemas de amor e dor conteúdo da página
ano do poema: escrito em 1977
publicado por poetaromasi às 00:16
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Comentários:
De Maria Valadas a 6 de Dezembro de 2006 às 20:27
Sempre que aqui venho...fico maravilhada com o que descubro!
O poema...embora tenha sido escrito há muitos anos...não deixa de ser lindo!

A poesia é intemporál!!

Beijosss
Maria

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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