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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

O que o tempo tem de sobra...

 

 

 

 

O QUE O TEMPO TEM DE SOBRA
(Rogério Martins Simões)
 
O que o tempo tem de sobra
É o tempo que me dobra…
Dobra o tempo, faz-me velho
Quando revejo o espelho
 
O tempo terá sempre tempo…
Se a tempo meu riso chegar
Pois… se deslizar desatento…
Talvez o possa encontrar
 
Passo os dias à procura
(Meu tempo não vai durar)
Meu corpo é espiga madura
Só o tempo o irá vergar
 
Dobra o corpo no desalento
Semente do tempo e da idade
Já oiço o silvar do vento
Da eterna claridade
 
E se o tempo não me acalma
Meu corpo nem sempre dura
O tempo não tem a minha alma
Para sempre no tempo perdura
 
Pois se Deus criou o mundo
E ao sétimo dia descansou
Paro este diálogo profundo…
Para onde a alma me levou
 
Tempo! Que tens de sobra?
- É o tempo que te dobra…
- Dobra tempo; quero voar!
 
Voa o tempo e me renova
A dor o riso e a prova…
Agora quero descansar.
17/04/2004
Concluído em
26/08/2005
 

 

Poemas de amor e dor conteúdo da página
ano do poema: 2005
publicado por poetaromasi às 22:50
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Comentários:
De Pedro Tortuga a 30 de Dezembro de 2006 às 04:12
O tempo obstinado que nas faces cava as rugas e nos ossos deixa lamurias e tmb aquele que nos enriquece a alma esvoaçante.
Bom ano para si
De Paula Raposo a 30 de Dezembro de 2006 às 08:41
Lindíssimo Rogério!! Como sempre. Beijos.
De Mestrinho a 31 de Dezembro de 2006 às 12:29
Ora viva, caro amigo rogerio, realmente o teu blog está de cara lavada, atrever-me-ia a relacionar-lo com o novo ano. O poema gostei muito até porque a temática é parecida com o meu ultimo e ironicamente, mas são aquelas coisas do acaso, ainda ontem passei ao lado do Beco dos Cativos. Lisboa é realmente uma viagem pelo tempo, uma Cidade actual, cosmopolita e ao mesmo tempo ligada ao seu passado (em todo o seu esplendor). Gostei muito desta nova apresentação, do comentário deixado no meu blog.

Votos de um 2007 muito positivo e cheio de coisas boas, que a inspiração te flua livremente e encante-nos os olhos.

Um forte abraço.
Cmps
De Viktor a 13 de Novembro de 2008 às 14:29
Parabéns pelo destaque.
Passarei por cá mais vezes, pois achei o blogue interessante.
Saudações Reikianas
NAMASTÊ

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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