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Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

No relevo do campo

 

 

(Óleo sobre tela Elisabete Sombreireiro Palma)

 

 

 

 

NO RELEVO DO CAMPO

Rogério Martins Simões
 

No relevo do campo

Na giesta do mato

Tu te deitas
Eu me tardo
Tu te despes

E meu peito se quebra

Num soluço virgem

Num bater profundo

Como se todo o gesto

Percorresse o próprio gesto

Como se todo o silêncio

Fosse o próprio silêncio.

 

No relevo do campo

Na giesta do mato

Tudo parece acabar

Como que no chão

Tudo morresse.
 
Não!

As flores irão florir

Porque eu terei a força

De as despir.
E do meu gesto

Renascerá o próprio gesto.

 

No relevo do campo

Na giesta do mato

Tu me chamas
Eu me dispo
E num gesto
Cavo o chão
Entro nele
Para bem fundo

Fecundar a terra

E florir na Primavera.
 
12/02/1979

Poemas de amor e dor conteúdo da página
publicado por poetaromasi às 18:27
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Comentários:
De poetaromasi a 1 de Setembro de 2008 às 18:33
Daniela, nossa amiga,
Agradeço a visita, as palavras e a amizade que deixou no poema felicidade.

Passou mais de um ano em que nos conhecemos no encontro de blogs no “SOL” e ainda não nos esqueceste, ainda não te esquecemos. Que bom seria que a amizade andasse agarrada a cada um de nós e que todos, sem excepção, construíssemos um mundo de paz pois só assim todos seríamos felizes. Como a amizade entre todos os povos é utópica, aproveitemos, cada um de nós, os momentos que merecemos e temos para ser felizes.
Felicidade para todos
Rogério
De Regis Marques a 2 de Setembro de 2008 às 19:18
Caro Rogério, a cada vez que venho aqui debruço-me sobre uma janela que dá vista para um jardim. Sei que são flores-poemas o que vejo além do meu horizonte. Sei que a emoção brota de suas palavras e invade minh'alma, fazendo com que eu sinta no fundo do meu coração que ainda vale à pena continuar lutando para viver e enfrentar minhas dores. Hoje, mais que antes, não sei porque, estou com a sensibilidade à flor da pele. A simples vista de meu nome, em miúsculas, ao lado de seus amigos, fez brotar em mim lágrimas emocionadas. Tenho tentado voltar a escrever versos, mas sinto que não consigo. Talvez tenha perdido a alma de poeta em algum lugar de minhas dores. Um grande abraço, poeta.

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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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