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Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2007

A dor que se tenta esquecer

 

 

A DOR QUE SE TENTA ESQUECER

ROMASI

 

Quantas vezes

Dizes esquecer,

Mas não podes esconder:

A traição que me rasgou o corpo.

O corpo que te tapou o gesto.

O gesto que te alentou a vida.

 

Quantas vezes

Soletras ódio.

O ódio que destrói a alma.

A alma que sustém a vida.

A vida que retém a dor.

A dor que me sobra tanto.

O tanto que te dei

E que canto.

 

Quantas vezes

De luto me visto.

Visto dar sem receber

Receber nada, sem nada ter

Tenho a dor que não quis

- Quisera alguém sofrer?

 

Quantas vezes

De cor me viste…

Visto que só luto me deste.

Deste amor sem amar

Amar sem amor não compensa

Compensa perdidamente ficar?

Ficar?

Só quando o amor apareça.

 

Quantas vezes

Hesitei e não parti.

Parti sem coragem e voltei

Voltei a morrer e morri

Morri mas ressuscitarei.

 

Sabes:

O amor perdido por vezes

À espera que algo aconteça

Retém o corpo por meses

E nós ficamos sem pressa

 

Quantas vezes

Deveria ter partido

E mais partido fiquei…

 

Maio de1979

(Publicado em Índex Poesis - Almada)

(Caderno “uma dúzia de páginas de poesia n.º 41”)

Poemas de amor e dor conteúdo da página
ano do poema: 1979
publicado por poetaromasi às 18:08
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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