(Imagem - Tempestade - óleo sobre tela -Elisabete Maria Sombreireiro Palma)

Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007

É tarde amor...

 

DEGAS

 

 

É tarde amor
Rogério Martins Simões
 
Todos os dias quando me deito,
E às vezes quando te acordo,
Sem jeito,
Corre em mim um deleito
Que nos faz
Amanhecer mais tarde.
 
São ternuras e tantas
Neste coração que arde
Que afinal me traz,
A sede de te ver acordada.
 
É tarde amor!
 
Mas os sentidos são tantos,
E as viagens tão curtas,
Que as loucuras são mágoas
De não te ter há mais tempo.
 
Acorda mesmo assim,
Esquece a dor!
 
Deixa correr os sentidos
De não sentir mais nada,
Deixa-nos vaguear perdidos,
E respirar quase tudo.
 
E neste meu frenético sentir.
Neste nosso coração que arde.
Não vais finalmente dormir,
Pois vamos acordar mais tarde...
1998/09/07

 

ano do poema: 1998
publicado por poetaromasi às 19:08
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MEIO HOMEM INTEIRO
Rogério Simões
 
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
11/4/1975

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